O PORTAL – Eliane Raye

Publicado: 26 de março de 2011 em autores brasileiros
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Editora: Suma de Letras

“A chance de voltar no tempo é sedutora. É como se a vida desse outra oportunidade de construirmos um futuro sem erros!” – Eliane Raye

Recebi o meu exemplar do livro, diretamente das mãos da autora, Eliane Raye – autografado – um prazer ao qual ando ficando acostumada. Há algum tempo já vinha interessada no livro, acompanhando sua trajetória de sucesso, pelo Twitter e Facebook, mas só tive oportunidade de adquiri-lo, por ocasião de um encontro dos Skoobers/RJ, este mês.

O histórico de leitura com posterior resenha, formou-se, paulatinamente, para meus amigos skoobers; mas, devo informar que li o livro em dois dias – eletrizante, o ritmo, eu diria. Reservem-se o direito de largar tudo para dedicar-se a essa leitura – não irão arrepender-se – palavra de historiadora.

Elizabeth Macwood veio de Nova Yorque (onde morava em frente ao Central Park) para o Brasil, Rio de Janeiro, acompanhando seu pai, Robert, crente que passaria um tempo tranqüilo, porém cheio de novidades no país tropical. Lembro muito bem desse “efeito borboleta”, abordado num filme recente – “o bater de asas de borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e talvez provocar um tufão do outro lado do planeta.” Ou seja: todos nós estamos ligados num corrente invisível, que afeta de forma importante, a vida no planeta Terra.

Gostei da forma como o passado das personagens é abordado pela autora, com capítulos de flash-back intercalados com capítulos sobre os acontecimentos atuais. Robert Macwood, por sua vez, assume novos compromissos profissionais e acadêmicos, aproveitando para fugir da desilusão amorosa que teve com sua esposa, mãe de Lizzie, Rachel, que havia perdido a cabeça (e o corpo) por um jovem chamado Brian Kandall, que podia ser seu filho (era seu afilhado de batismo, na verdade, filho de sua melhor amiga da cidade natal).

Tenho de compartilhar com a personagem Lizzie, o estranhamento que sinto em relação aos professores da PUC. Tive a oportunidade de prestar concurso severo para a pós-graduação em Arte e Arquitetura, em 2007. Passei em prova discursiva e entrevista – comecei as aulas e só agüentei 1 mês. Desisti e corri para me matricular em outra pós, para não perder o ano letivo, em outra universidade. Os professsores todos, do curso, sem exceção, tinham o nariz muito erguido, para meu gosto: não respondiam às indagações dos alunos, não esclareciam dúvidas e ministravam suas aulas em francês e em inglês, quase que o tempo todo – acho que pensavam que estavam fazendo algum tipo de favor extremo, ao passar para nós, meros alunos, seus conhecimentos adquiridos no exterior. No meu caso, nada disso fazia diferença – conhecimentos adquiridos no exterior eu também os tinha. Falar inglês – mole, mole. Entender francês – com calma, tudo bem. Quanto às dúvidas sobre o que estava sendo explanado, consegui dirimi-las, todas, na pós em Arte e Cultura da Cândido Mendes, que conclui com grande prazer.

Lizzie acaba de descobrir a origem das 3 estranhas inscrições gravadas em suas costas – feridas abertas que doem em sua alma confusa. São letras do alfabeto Fenício: Dálet, Resh, Mem… – Pronto, o livro já me ganhou – adoro Antiguidade e sei da relação dos Fenícios com as terras brasileiras, muito antes do nosso continente ter sido descoberto.  O alfabeto fenício (composto de 22 letras que simbolizam coisas) foi criado porque eles sentiram necessidade de se comunicar com seus contatos comerciais dos diversos povos, em suas viagens marítimas. Há fortes indícios de que teriam chegado até aqui, tendo, inclusive, deixado inscrições gravadas, como grafite, na Pedra da Gávea (Tiro, Fenícia, Badezir primogênito de Jethbaal, esteve aqui – he,he,he). Tenho um livro, na minha estante do Skoob, que fala sobre isso: Antiga História do Brasil – de 1100 a.C. a 1500 d.C. , de Ludwig Schwennhagen, http://www.skoob.com.br/livro/39449 (obra de excepcional valor como fonte de estudos sobre a descoberta e colonização do Brasil por povos antigos, considerada um verdadeiro desafio lançado aos pesquisadores pelo historiador austríaco Ludwig Schwennhagen, cujas teses tem despertado o apoio de órgãos do governo e o interesse de leitores comuns – uma instigante literatura que poderá reformular a História do Brasil).

Na busca por respostas, cerca-se de colegas da faculdade (PUC/RJ), um amigo italiano galante (Marcello), sem notícias de seu namorado americano, Steve, desaparecido num atalho no tempo e no espaço. Para isso, até se utiliza de uma consulta com direito a hipnose, como terapia para lembrança de recordações que teimam em sumir da mente da personagem Lizzie – levada por Leonardo (seu colega de faculdade). Será que dá certo mesmo? A ação da busca por Steve e pelo atalho dos fenícios no espaço-tempo, se inicia e o ritmo é frenético. Vôos de helicóptero, perseguidores encapuzados, desilusões com aparentes amigos, reviravoltas no destino de seus pais, trilhas com escaladas e rapel, ameaças de morte, crises de ciúmes – tudo isso Lizzie tem de enfrentar para abrir o portal e reencontrar Steve.

Eliane Raye – um Dan Brown de saias?  Para Lizzie tornar-se um sucesso, será preciso que a Biblioteca Nacional (onde ela pesquisa sobre os símbolos fenícios) fique aberta nos fins de semana – porque não fica.  Já pensaram o que seria do professor de simbologia Robert Langdom, se precisasse de informações e não conseguisse porque o pessoal não trabalha nesses dias?

“Nada pode mudar o que já está escrito. Por isso, a dor torna-se insuportável, porque a certeza de que cometeremos os mesmos erros é certa.” – Eliane Raye

Será mesmo?  Saberemos mais tarde, porque parece que vamos ter uma continuação…

link p/ booktrailer:

 

Eliane Raye

Eliane Raye é uma escritora que como tantos outros escritores se divide com várias atividades. Eliane também é dentista e esposa, já foi cantora e hoje dedica parte da vida à inclusão social de crianças carentes na ONG Médicos Solidários. Nasceu em Volta Redonda (RJ), foi criada em Brasília e, atualmente, mora no Rio de Janeiro. É autora de “Os primeiros socorros para os seus filhos” e agora estreia na ficção com o romance O Portal, publicado pela Editora Vermelho Marinho. E sua estreia não podia ser melhor, pois traz um dos gêneros preferidos do grande público: o romance de suspense.

Acompanhe a escritora Eliane Raye: www.elianeraye.com.br ou www.elianeraye.blogspot.com

Twitter: @Eliane_Raye http://twitter.com/#!/Eliane_Raye

Facebook: http://www.facebook.com/note.php?saved&&note_id=223748737639313#!/profile.php?id=100000132280891

artigo no jornal O Globo, sobre o livro: http://elianeraye.com.br/clientes/u_105866_b219019d2f/imgRoot/33471.pdf

Comentário da escritora, para a autora do blog, Lili Machado:  “Seu site está arrebentando! Beijosssss.” Eliane Raye em 2 de maio de 2011.

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