A testemunha ocular do crime (4.50 from Paddington) – Agatha Christie – um caso de Miss Marple

Publicado: 11 de junho de 2011 em Agatha Christie
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Editora: Record

Não há suspeitos, outras testemunhas… e, principalmente, não há um cadáver.

Num determinado instante, dois trens corriam lado a lado.  Naquele exato momento, Elspeth McGillicuddy, uma amiga de Miss Marple, testemunha um assassinato, da janela de seu vagão de 1a classe.  Desesperada, ela tenta ver da janela de seu vagão, um homem apertando o pescoço de uma mulher. Mas os trens já se afastaram.  Em vão, ela tenta relatar o crime, mas ninguém a leva a sério.  Não há suspeitos, outras testemunhas… e, principalmente, não há um cadáver.

Elspeth estava retornando de compras de Natal em Londres, para visitar sua amiga Jane Marple em St. Mary Mead.  Somente ela para acreditar em sua amiga.

Apesar de Elspeth continuar viagem, para ver seu filho no Ceilão, Miss Marple resolve continuar a pesquisar sobre o tal crime, para provar a estória contada por sua amiga.  A primeira coisa a fazer é comprar uma passagem e viajar naquele mesmo trem, para saber onde um corpo poderia ser lançado fora do vagão em movimento.  E o melhor local é na propriedade dos Crackenthorpes, o pai Luther, a filha Emma, 3 filhos, um cunhado e um neto.  Pelo menos 4 homens candidatos a serem o estrangulador.

Como Miss Marple não é mais tão jovem para ficar procurando corpos desaparecidos pelo mato, ela pede a ajuda de Lucy Eyelesbarrow, uma empregada doméstica da cidade. – em meu entender, o personagem mais fascinante do livro.

O corpo é encontrado, afinal, mais assassinatos são cometidos, o culpado é desmascarado e o motivo real revelado – tudo do modo dramático e peculiar de Miss Marple.

Miss Marple é, certamente, uma caricatura da mulher inglesa do campo – alta, magra, de olhos azuis, cabelos brancos e face enrugada.  Está sempre às voltas com um tricot.  Vive de modo refinado mas simples, gosta de jardinagem e longas caminhadas.  Mora no povoado de St. Mary Mead e recebe ajuda financeira de seu sobrinho da cidade, o novelista Raymond West, que considera a cidadezinhas, “uma poça estagnada.”  “Eu creio que nada é tão cheio de vida quanto uma gota de água de uma poça estagnada, debaixo do microscópio.” – Miss Marple

Como sempre, como em todos os thrillers de Agatha Christie, as pistas estão lá, à disposição de todos os leitores, embora só consigamos notá-las ao final do livro.

Assista à  primeira parte da série de televisão, sobre este livro:

Em 1961, o livro foi transformado em filme: “Murder, she said”:

Agatha Christie

Nascida Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, Agatha May Clarissa Mallowan, adotou o sobrenome de seu primeiro marido, Archibald Christie, e é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime.  Nasceu em Devon, na Inglaterra, filha de pais cultos e inteligentes.  Cursou uma “escola para moças” em Paris e durante a 1ª Guerra Mundial, foi voluntária na Cruz Vermelha.
Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. Agatha é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. 

Outras resenhas de livros de Agatha Christie, aqui no House of Thrillers: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/agatha-christie/

Acompanhe a escritora: http://www.agathachristie.com
 

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