EU SOU DEUS (Io sono Dio) – Giorgio Faletti

Publicado: 25 de junho de 2011 em Giorgio Faletti
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Editora:Intrínseca

“Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.” – John F. Kennedy

“As guerras acabam. O ódio é eterno.” – Giorgio Faletti

“Há dois lobos em cada um de nós. Um é mau e vive de ódio (…).  O outro é o lobo bom.  Vive de paz (…).  Vence aquele que você alimentar melhor.” – conto dos índios Cherokee.

A orelha do livro nos traz informações interessantes, que captam a atenção do leitor, mas estas não obedecem, necessariamente, a realidade da trama – induzindo a significados possíveis, mas que não se concretizaram.  Um serial killer veterano da guerra do Vietnã, que é capaz de um amor incondicional por um gatinho aleijado, e que acredita ser Deus, fornece inúmeras possibilidades assustadoras.  Mas, ao fim, o romance da detetive atormentada com os problemas de sua família e o jornalista arrependido de seus vícios, os velhos conhecidos clichês, e o clímax pífio e mal explicado, me deixaram frustrada. 

Neste momento em que estou resenhando o livro, volto a ler o final – nada.  Voltei a ler o início do livro – mil vezes mais instigante do que o final – para melhor entender a estória, mas isso só ajudou a aumentar a minha decepção.

Que pena! Um título tão promissor… 

Giorgio Faletti

Nascido em Piemonti, em 1959, o italiano Giorgio Faletti, advogado, cantor, compositor e comediante, estreou em 2002 com “Eu mato” (resenha anterior: https://houseofthrillers.wordpress.com/2011/03/19/eu-mato-giorgio-faletti/)  e modernizou o tradicional mundo editorial italiano.  
 
Começou a compor e a cantar no Festival de Música de San Remo: 
 
Outras resenhas de livros de Girgio Faletti, aqui no House of Thrillers:   https://houseofthrillers.wordpress.com/category/giorgio-faletti/

Grupo de discussão sobre o escritor, no portal Skoob: http://www.skoob.com.br/grupo/1330-giorgio-faletti    

Raphael Montes, um amigo skoober, também resenhou o livro, em  18/03/2011 – Quem é Deus?  O livro “Eu sou Deus”, escrito pelo italiano Giorgio Faletti, poderia ter sido escrito por um húngaro, um brasileiro, um marroquino ou um chinês. Pois, ao contrário do que faz o talentoso Andrea Camilleri ao usar a Itália em suas obras, neste livro, o autor não imprimiu nada que o fizesse diferente dos milhares de thrillers americanos, pontuados de clichês e tramas mal construídas. Para quem está acostumado a ler bons romances policiais, é possível notar que nas mais diversas tentativas do autor, ele quase sempre falha. A trama é fraca, não chegando aos pés de um Harlan Coben. As descrições e ousadias poéticas são pífias quando comparadas a talentosas autoras detetivescas como Fred Vargas e Karin Fossum. Os personagens transbordam características e histórias de vida já vistas em vários outros livros, não sendo nada profundos, como fazia a maravilhosa Patricia Highsmith. E, por fim, nem a violência consegue chocar, como consegue normalmente o genial Dennis Lehane.  Mas, daí, pergunta-se: não há nada de bom no livro afinal?  Como eu disse, o livro é uma colcha de retalhos. O autor capta elementos já largamente utilizados por diversos outros e junta tudo em sua obra. Faz e faz mal feito. No entanto, o leitor desavisado, que está a fim de ver o mesmo de sempre, é capaz de acabar gostando. Repito: o livro não traz absolutamente nada de diferente e, ao contrário, se utiliza de modo irritante de recursos para supostamente “manter a atenção do leitor”.  O anterior do autor, “Eu Mato”, era até legalzinho. Este não vale a pena. Se comprar, compre em sebo. E só quando já tiver lido todos os outros autores que citei nesta resenha.

 A amiga skoober, Pérola, também resenhou o livro em 17/03/2011 – Eu Sou Deus – Eu poderia dourar a pílula e dizer que adorei a historia,mas na verdade o livro não prendeu minha atenção,como eu gostaria. Talvez não fosse a hora de ler, Eu sou deus. Mas não sou de desistir de um livro, estou na pag. 93 espero que a historia dê uma sacudida nos próximos capítulos, e não fique se prendendo em detalhes pequenos. Tentei ler mais alguns capítulos, mas a estória não me convenceu.  No momento, o livro volta para a estante inacabado… espero que em breve eu retome a leitura.

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