Arquivo de agosto, 2011


Editora: Companhia das Letras

A garota com a tatuagem de dragão está de volta

A garota com a tatuagem de dragão está de volta (leiam a minha resenha do “Os homens que não amavam as mulheres”: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/stieg-larsson/ ).

Lisbeth Salander, a heroína hacker que eu aprendi a amar, novamente se reúne ao jornalista Mikael Blomkvist, na trilha de um grupo  criminoso.

É, sem dúvida, o melhor da trilogia, que se encerra com “A rainha do castelo de ar”. (mais…)

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Editora: Companhia das Letras

São poucos os escritores que escrevem como Patricia Cornwell – Ela é única!

Continuando a saga, Patricia Cornwell combina, em seus livros, um suspense de alta qualidade com sua visão pessoal da medicina forense, à medida que sua protagonista, Dra. Kay Scarpetta investiga uma série de assassinatos de jovens casais.

Os corpos decompostos de Fred Cheyney e Deborah Harvey (filha de um figurão do governo) demoram para aparecer, mas, ao fim de alguns meses, são o quinto casal da série, todos com as mesmas características: 2 jovens desaparecem ser deixar vestígios deixando um carro abandonado. Meses depois, os esqueletos são encontrados em locais remotos, sem pistas evidentes, a não ser algumas cartas de baralho de copas. Além disso, o criminoso também leva do local do crime, os sapatos e meias das vítimas – um estranho fetiche? (mais…)


Editora: Nova Fronteira

Cai o pano foi escrito para compor os sentimentos de amor e ódio que Agatha Christe nutria pelo personagem e para protegê-lo de alguma continuação, por parte de outro autor.

Reza a lenda que Agatha escreveu Um crime adormecido e Cai o pano (Curtain – o último caso de Hercule Poirot), durante a 2ª Guerra Mundial, ambos para serem publicados após sua morte.

Entretanto, enquanto Cai o pano encerra a carreira de Hercule Poirot, Um crime adormecido não indica o mesmo para a nossa querida Miss Marple.

Hercule Poirot era um detetive belga, com uma fervorosa confiança em suas pequenas células cinzentas e um ego monstruoso.  Sua apresentação nos é dada por seu amigo, o Capitão Hastings, que nos conta ser ele um refugiado policial, muito conceituado em seu país, que havia escapado dos ataques alemães. “Poirot era um homenzinho de aparência fora do comum.  Mantinha sua dignidade em pouco mais de um metro e sessenta centímetros.  A cabeça era exatamente igual a um ovo e ele sempre a mantinha um pouco inclinada para um lado.  O bigode era duro e militar.  A limpeza da indumentária era quase inacreditável.  Acho que uma partícula de poeira lhe teria causado mais dor do que um ferimento de bala.”  Não era um amante fervoroso, leviano, insensível ou irresistível, mas era um romântico incurável.  “Desejar ardentemente mulheres grandes e extravagantes é a infelicidade dos homens pequenos e precisos”. – Hercule Poirot .  Jamais consegiu libertar-se da fascinação fatal que a Condessa Vera Rossakoff exercia sobre ele.  Nunca espancava os criminosos, nem carregava armas de fogo.  Preferia o estilo de decoração Art-déco, apreciava a boa comida e vinhos finos.  Preferia café pela manhã e chocolate quente à tarde.  Não tinha tendências para o cultivo de flores, mas gostava de plantar certas variedades de abóboras.  Teve um irmão chamado Achille, mas… “Só por um curto espaço de tempo”. – Hercule Poirot.  Perto de sua morte, dama Agatha revelou que perdera a afeição por Hercule Poirot.  Não fosse pelo fato de ser uma enorme fonte de divisas, ela o teria envenenado há muito tempo: “Ele me entedia até a morte”.  E ele morre em 1975, no livro Cai o pano (Curtain).

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CILADA (Caught) – Harlan Coben

Publicado: 20 de agosto de 2011 em Harlan Coben
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Editora: Sextante

“Eu te perdôo.”- Dan Mercer 

Estudante exemplar e responsável, de 17 anos, quando Haley não volta para casa, todos começam a imaginar o pior – não era de seu feitio sumir dessa forma, devastando a rotina de toda uma família.

Provando o poder da mídia de massa, o assistente social Dan Marcer é acusado de pedofilia, em rede nacional, por uma repórter de televisão, Wendy Tynes. Mas é inocentado por falta de provas – e logo depois, assassinado, pelo pai de uma das crianças que ele teria atacado.

Mercer, ele mesmo, tinha sido um menino pobre e sem perspectivas, até conseguir se formar e trabalhar como assistente social, num centro comunitário.

Wendy torna-se, por ironia do destino, a única testemunha de seu assassinato e seu instinto diz que, em face desses novos acontecimentos, talvez Mercer não fosse culpado, como parecia. (mais…)


Editora: Companhia das Letras

A combinação de análise intelectual e o desenvolvimento dos personagens, faz a série valer a pena.

A Dra. Kay Scarpetta, médica legista da Virgínia, e heroína da série que leva seu nome, da escritora Patricia Cornwell, se envolve no caso de assassinato do romancista Beryl Madison, cujo advogado a acusa de perder seu último manuscrito, uma autobiografia que expõe sua vida como protegida de outro escritor famoso.

À medida que mais mortes ocorrem, e quando o assassino se acerca de Scarpetta, esta se angustia com a reaproximação de um antigo amor.

Sempre digo que a série deve ser lida em ordem cronológica de lançamento, já que cada romance constrói os acontecimentos de acordo com o desenvolvimento dos anteriores, e algum conhecimento da história dos personagens é recomendado; mas, se você tiver de escolher um para começar, indico este.

A série tem recebido críticas de ser um tanto hermética, com conhecimentos científicos muito constantes, mas esta é sua força. A atenção dada aos métodos analíticos e ao exercício cerebral da investigação, nos remete a Conan Doyle. (mais…)