A menina que brincava com fogo (The girl who played with fire) – Stieg Larsson – série Millenium 2

Publicado: 27 de agosto de 2011 em Stieg Larsson
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Editora: Companhia das Letras

A garota com a tatuagem de dragão está de volta

A garota com a tatuagem de dragão está de volta (leiam a minha resenha do “Os homens que não amavam as mulheres”: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/stieg-larsson/ ).

Lisbeth Salander, a heroína hacker que eu aprendi a amar, novamente se reúne ao jornalista Mikael Blomkvist, na trilha de um grupo  criminoso.

É, sem dúvida, o melhor da trilogia, que se encerra com “A rainha do castelo de ar”.

O primeiro livro, para mim, custou muito a engrenar – e quando engrenou, foi uma montanha-russa de emoções. No início não me apaixonei – estava meio que decepcionada com tanta falação sobre o livro, sobre o autor – mas segui em frente, para ver se engrenava. Cheguei até ao meio do livro e nada – pelo andar da carruagem, já estava pensando em colocar para troca… Cheguei até a parar – pronto, fale – e, depois, eu tentaria voltar, ia ler algo de ritmo mais intenso.

Logo depois, comecei a entender o ritmo do livro – é muito lento – mas talvez seja intencional para forçar o suspense – estou esperando uma reviravolta homérica, ou um segredo revelado – coisas desse tipo.
Acho que o problema, também, são esses nomes de personagens fictícios e de personalidades do mundo político e econômico da Suécia, que não nos passam familiaridade.

Mas os fãs do primeiro livro vão se apaixonar mais ainda por este e os leitores que não ficarem com o coração batendo mais forte, logo nas 5 primeiras páginas, devem conferir o pulso, para ver se ainda estão respirando.

Desta vez, Lisbeth tem de reencontrar seu passado sombrio e de sua família (“quando todo o mal aconteceu”), enquanto tenta se manter viva, afastada de incêndios, e fora de um hospital psiquiátrico.

Mikael continua mulherengo e seu caso com a casada Erika Berger, vai de vento em popa.

Ficamos sabendo da morte de Bjurman, seu tutor legal e estuprador contumaz, que Lisbeth havia marcado a ferro, com as palavras: “SOU UM PORCO SÁDICO, UM CANALHA ESTUPRADOR”. “Ele detinha o controle da vida dela – podia dispor de Lisbeth Salender.” – Stieg Larsson

Rooney Mara - a nova Lisbeth Salander

Salander é fascinante – forte, inteligente, obcecada por informática e matemática, de memória fotográfica, má e de coração mole – isso mesmo: não conseguimos ficar em cima do muro com ela – todos acabam por torcer por ela. Ela só não é perigosa para quem a deixa em paz e a trata com respeito. Mas… quem é que pode ser fascinado por astronomia esférica?

Acabou-se o que era doce – mas, pelo lido, Stieg Larsson ainda não regalou-se. Ainda bem que podemos contar com as atividades insólitas da protagonista Lisbeth Salander nos extertores finais do livro. Acabou – até o próximo.

Fiquei sabendo que, na realidade, o planejado por Larsson, para a série era de 10 volumes. O quarto volume chegou a ser parcialmente escrito e há esboços do 5, 6 e 7 e o pai do escritor publicou os 3 primeiros volumes logo após a sua morte, na gana de ganhar os maiores lucros possíveis com o infortúnio.
Entretanto, mesmo com este sabor de inacabada, a trilogia não decepciona e você vai se apaixonar e ficar, como eu, contando nos dedos os dias que faltam para o lançamento no cinema da versão hollywoodiana, com Daniel Craig no papel principal.

Book trailer do livro:

2o livro na versão anterior do filme:

A colega da faculdade de História e Skoober Maeve, também resenhou o livro em 24/06/2009 – Esse foi um desses livros que me ganhou logo de cara.  Comecei pelo número 2 de uma trilogia porque foi o que mais me atraiu e me senti totalmente recompensada no final. A primeira coisa que me chamou atenção foi Lisbeth Salander, uma adorável anti-heroína.  Mas não foi a personalidade nem os métodos – a descrição física é que me abalou. Eu tenho 42 kilos e 1,55 de altura, Lisbeth tem 42 kilos e 1,54 de altura!!! Impressionante. E não parecemos anoréxicas, nem ter 14 anos. Bom, com isso acabei questionando minha fragilidade.  É muito confortável parecer indefesa e ela definitivamente não o é.  Fiquei imaginando que tipo de estrago posso fazer com um cacetete elétrico….  Adorei todo o desenrolar da história e não lembro de ter me sentindo tão parte de uma investigação criminal.  O passo a passo me fascinou.  A cada nova descoberta super Blomvisk ficava mais interessante como personagem. Uma trama muito bem bolada que me remete a um problema que como historiadora não pude ignorar, o que foi feito com as relíquias da guerra-fria?  Não é para os estômagos fracos nem pra quem gosta de romance água com açúcar e dá uma puta vontade de que exista gente assim no mundo, Mikael descobre Lisbeth pune.

Stieg Larsson

Stieg Larsson (1954-2004) foi fundador e editor-chefe da revista sueca Expo, que denuncia grupos neofascistas e racistas. Especialista na atuação das organizações de extrema direita em seu país, é coautor de Extremhögern, livro no qual põe o assunto em evidência. Morreu em sua casa, aos 50 anos, vítima de um ataque cardíaco, pouco depois de ter entregue os originais dos romances que compõem a trilogia Millennium.

Saiba mais sobre o escritor: http://www.stieglarsson.com

Outras resenhas de livros de Stieg Larsson, aqui no House of Thrillers:   

https://houseofthrillers.wordpress.com/category/stieg-larsson/

Grupo de discussão sobre o escritor, no portal Skoob: http://www.skoob.com.br/grupo/200-trilogia-millennium-stieg-larsson

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