A noite das bruxas (Hallowe´en party) – Agatha Christie – um caso de Hercule Poirot e Adriane Oliver

Publicado: 8 de outubro de 2011 em Agatha Christie
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Editora: Nova Fronteira

A estória começa de forma inocente.

Numa festa de Hallowe´en (Dia das Bruxas, nos Estados Unidos), Joyce Reynolds, uma adolescente de 13 anos, para impressionar as amigas, durante os preparativos da festa, se vangloria de ter presenciado um assassinato, alguns anos antes.

Quando ninguém acredita nela, ela some da festa e seu corpo é encontrado em algumas horas, porém, ainda dentro de casa,  afogada numa banheira cheia de maçãs, preparada para uma brincadeira da festa.  Será que alguém que estava na festa ouviu a menina e decidiu silenciá-la?

Naquela noite, Hercule Poirot é chamado por uma amiga escritora famosa de livros de mistério, Adriadne Oliver (que também funciona como detetive, esporadicamente), para para descobrir quem é a “presença demoníaca”.  Mas, primeiro, ele precisa descobrir se o caso é de um assassinato ou de dois.

Ariadne Oliver surge, quase sempre, como contraponto para Poirot.  Como Agatha, Adriadne Oliver come grandes quantidades de maçãs, enquanto escreve seus livros.  Adriadne vai voltar em outros thrillers que resenharei mais adiante.

Logo começa a entrevistar os habitantes da cidade, levantando questões sobre eventos do presente e do passado, que podem estar conectados com a tragédia.  Mas levantar o passado é perigoso… outros homicídios podem ocorrer…

Quando parece que outro assassinato vai ser cometido, Poirot vê que ele precisa convencer os homens da lei da pequena cidade do interior, de que somente ele pode chegar à solução do problema.

Hercule Poirot era um detetive belga, com uma fervorosa confiança em suas pequenas células cinzentas e um ego monstruoso.  Sua apresentação nos é dada por seu amigo, o Capitão Hastings, que nos conta ser ele um refugiado policial, muito conceituado em seu país, que havia escapado dos ataques alemães. “Poirot era um homenzinho de aparência fora do comum.  Mantinha sua dignidade em pouco mais de um metro e sessenta centímetros.  A cabeça era exatamente igual a um ovo e ele sempre a mantinha um pouco inclinada para um lado.  O bigode era duro e militar.  A limpeza da indumentária era quase inacreditável.  Acho que uma partícula de poeira lhe teria causado mais dor do que um ferimento de bala.”  Não era um amante fervoroso, leviano, insensível ou irresistível, mas era um romântico incurável.  “Desejar ardentemente mulheres grandes e extravagantes é a infelicidade dos homens pequenos e precisos”. – Hercule Poirot .  Jamais consegiu libertar-se da fascinação fatal que a Condessa Vera Rossakoff exercia sobre ele.  Nunca espancava os criminosos, nem carregava armas de fogo.  Preferia o estilo de decoração Art-déco, apreciava a boa comida e vinhos finos.  Preferia café pela manhã e chocolate quente à tarde.  Não tinha tendências para o cultivo de flores, mas gostava de plantar certas variedades de abóboras.  Teve um irmão chamado Achille, mas… “Só por um curto espaço de tempo”. – Hercule Poirot.  Perto de sua morte, dama Agatha revelou que perdera a afeição por Hercule Poirot.  Não fosse pelo fato de ser uma enorme fonte de divisas, ela o teria envenenado há muito tempo: “Ele me entedia até a morte”.  E ele morre em 1975, no livro Cai o pano (Curtain).

As “pequenas células cinzentas” de Poirot são auxiliadas pela escritora Adriadne Oliver.

Além do que, como sempre, em seus casos, a resposta está bem de cara para o leitor – é só prestar um pouco de atenção.  A análise psicológica dos motivos do criminoso sociopata é outro prato cheio para os fãs da escritora.

Este é mais um dos temas da escritora, que permanecem atuais, independentemente do período de tempo em que acontece a trama – mesmo com alguns modismos de linguagem.

vídeo da primeira parte do episódio para a televisão sobre o livro:

Agatha Christie

Nascida Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, Agatha May Clarissa Mallowan, adotou o sobrenome de seu primeiro marido, Archibald Christie, e é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime.  Nasceu em Devon, na Inglaterra, filha de pais cultos e inteligentes.  Cursou uma “escola para moças” em Paris e durante a 1ª Guerra Mundial, foi voluntária na Cruz Vermelha.
Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. Agatha é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. 

Outras resenhas de livros de Agatha Christie, aqui no House of Thrillers: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/agatha-christie/

Acompanhe a escritora: http://www.agathachristie.com
 

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