Os elefantes não esquecem (Elephants can remember) – Agatha Christie – um caso de Hercule Poirot e Adriane Oliver

Publicado: 29 de outubro de 2011 em Agatha Christie
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Editora: Nova Fronteira

A maior questão é a seguinte? Quem matou quem?  A mãe ou o pai?

Este thriller da dama Agatha é estrelado pelo detetive belga Hercule Poirot e pela escritora de livros policiais, Adriadne Oliver; e foi escrito quando ela já tinha 82 anos de idade.

Celia Ravenscroft não é mais que uma pequena criança quando seus pais, que, aparentemente, se amavam, cometem suicídio.

Nunca ela se preocupou com as razões verdadeiras que os levaram a este evento dramático, até estar prestes a se casar com  Desmond Burton-Cox.

A maior questão é a seguinte? Quem matou quem?  A mãe ou o pai? Que consequências essa resposta pode ter para o futuro casal?

Hercule Poirot era um detetive belga, com uma fervorosa confiança em suas pequenas células cinzentas e um ego monstruoso.  Sua apresentação nos é dada por seu amigo, o Capitão Hastings, que nos conta ser ele um refugiado policial, muito conceituado em seu país, que havia escapado dos ataques alemães. “Poirot era um homenzinho de aparência fora do comum.  Mantinha sua dignidade em pouco mais de um metro e sessenta centímetros.  A cabeça era exatamente igual a um ovo e ele sempre a mantinha um pouco inclinada para um lado.  O bigode era duro e militar.  A limpeza da indumentária era quase inacreditável.  Acho que uma partícula de poeira lhe teria causado mais dor do que um ferimento de bala.”  Não era um amante fervoroso, leviano, insensível ou irresistível, mas era um romântico incurável.  “Desejar ardentemente mulheres grandes e extravagantes é a infelicidade dos homens pequenos e precisos”. – Hercule Poirot .  Jamais consegiu libertar-se da fascinação fatal que a Condessa Vera Rossakoff exercia sobre ele.  Nunca espancava os criminosos, nem carregava armas de fogo.  Preferia o estilo de decoração Art-déco, apreciava a boa comida e vinhos finos.  Preferia café pela manhã e chocolate quente à tarde.  Não tinha tendências para o cultivo de flores, mas gostava de plantar certas variedades de abóboras.  Teve um irmão chamado Achille, mas… “Só por um curto espaço de tempo”. – Hercule Poirot.  Perto de sua morte, dama Agatha revelou que perdera a afeição por Hercule Poirot.  Não fosse pelo fato de ser uma enorme fonte de divisas, ela o teria envenenado há muito tempo: “Ele me entedia até a morte”.  E ele morre em 1975, no livro Cai o pano (Curtain).

Essa é uma razão suficiente para que Ariadne Oliver, madrinha de Celia, vá visitar seu velho amigo Hercule Poirot e para que ambos penetrem no passado para achar pessoas que sejam como elefantes – pessoas que ainda se lembrem de detalhes importantes sobre esta tragédia quase esquecida.

O melhor do livro é, sem dúvida, as dicas autobiográficas que Christie nos dá, através da vida de Adriadne Oliver.  Ariadne Oliver é uma escritora de livros de mistério, que surge, quase sempre, como contraponto para Poirot.  Como Agatha, Adriadne Oliver come grandes quantidades de maçãs, enquanto escreve seus livros.  Adriadne vai voltar em outros thrillers que resenharei mais adiante.

A amiga e Skoober, Vânia, também resenhou o livro em 25/03/2009 – O primeiro a gente nunca esquece…  Foi o primeiro livro da autora que eu li e, confesso, fiquei super feliz por ter descoberto o assassino antes que Poirot o falasse. Daí nasceu minha paixão por Agatha Christie.

O Skoober Claudio Schamis, também resenhou o livro em 26/03/2009 – Assim como os elefantes nunca esquecem, quem leu Agatha nunca esquece do quão maravilhosa ela é. E de quão maravilhoso sua maior criação o é: Poirot. 

Agatha Christie

Nascida Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, Agatha May Clarissa Mallowan, adotou o sobrenome de seu primeiro marido, Archibald Christie, e é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime.  Nasceu em Devon, na Inglaterra, filha de pais cultos e inteligentes.  Cursou uma “escola para moças” em Paris e durante a 1ª Guerra Mundial, foi voluntária na Cruz Vermelha.
Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. Agatha é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. 

Outras resenhas de livros de Agatha Christie, aqui no House of Thrillers: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/agatha-christie/

Acompanhe a escritora: http://www.agathachristie.com
 

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