Grau 26 (Level 26: Dark Origins) – Anthony E. Zuiker e Duane Swierczynski

Publicado: 12 de novembro de 2011 em Anthony E. Zuiker
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Editora: Dutton Adult

Libere um novo nível de medo!

É sabido que, para a polícia especializada, os assassinos são categorizados numa escla de 25 níveis de maldade; dos oportunistas de nível 1 aos premeditados e organizados torturadores de nível 25.

O que quase nínguém sabe – exceto um grupo de elite que caça os serial killers mais perigosos (um grupo de homens e mulheres que agem extra-oficialmente, liderados pelo brilhante Steve Dark) – é que uma nova categoria está para ser definida.

Somente um homem pertence a este grupo – pelo menos, até agora…

Seus alvos: qualquer pessoa – seus métodos: ilimitados – sua identidade: Sqweegel

Grau 26 reúne o melhor de livros, cinema, televisão e tecnologias digitais, numa experiência única de transmedia storytelling, criando o termo “Digi-Novel.”  Pode ser lido sem acesso digital… mas quando a estória tradicional termina, ou a cada 20 páginas de cada capítulo, uma imersão mais profunda está disponível no site: www.level26.com, exclusivamente para os leitores do livro, através de códigos digitados que disponibilizam vídeos com cenas que poderiam fazer parte de um seriado de televisão.

Através dos videos, os personagens ganham vida, as cenas dos crimes explodem na tela, e você até pode entrar em contato direto com o assassino, por telefone.

É aconselhável ler perto de um computador, para assistir aos videos – mas não é necessário!  Os vídeos foram criados para ampliar a experiência – não para finalizá-la.

Não é somente uma leitura – é uma experiência completa.  Enjoy!

O livro tem ilustrações interessantes – gosto de ilustrações – algumas são ótimas, como a da lápide RIP Second Chances; outras, porém, não tem muito coisa com coisa…

A depilação completa, entre os modernos serial killers, está tornando-se moda – ou melhor: necessidade – nesses dias de DNA.

Não encontrei nenhuma referência na internet sobre a divisão secreta do governo americano chamada Artes Negras – o autor desse livro bem que podia fazer como James Rollins que, ao final de seus thrillers de aventura sempre coloca um capítulo dizendo o que é verdade ou ficção, em sua trama – eu gosto muito de saber.

Steve Dark está na busca de um assassino tão brutal, que já estuprou, envenenou, queimou, estrangulou e torturou cerca de 50 pessoas em 6 países, em 20 anos.  E Dark é o único homem que quase o prendeu, anos atrás… antes que Squweegel matasse toda sua familia, de uma só vez, com requintes de crueldade.

Dark, no momento, está “aposentado”, vivendo uma vida tranquila em Malibu, numa praia na California, com uma esposa grávida de 8 meses, a quem ama mais do que tudo, depois de ter passado uns tempinhos for a do ar, num hospital psiquiátrico.

Até que é chamado de volta, pelo governo norteamericano – na verdade, é forçado a voltar.  E é exatamente isso que o psicopata deseja.

Dark tem de encontrá-lo e matá-lo, antes que perca, novamente, tudo o que tem de mais precioso.

1o vídeo: filme tipo super 8 mostrando a sala de torturas de Sqweegel, com os detalhes da tal roupa branca, que não deixa vestígios;

2o vídeo: na videoconferência das Nações Unidas, o General Constanza, da Itália, mais se parece com um ditador de republiqueta sulamericana – tsc, tsc, tsc…

vídeo do bebê: ainda bem que não mostrou o crime todo…

vídeo do celular 1: quer ouvir a voz do Squweegel?

Vídeo do celular 2: quer receber uma mensagem de texto do Sqweegel?

Sobre Ted Bundy (1946 a 1989) – o serial killer tão mencionado em tantos livros –  foi um dos mais temíveis asassinos em série da história dos EUA, durante a década de 70. Com uma infância perturbada, ele iniciou a sua carreira criminosa assassinando e estuprando as suas vítimas. Era um homem charmoso, comunicativo, de conversa e palavras convincentes, que lhe ajudariam a seduzir e eliminar mulheres em uma matança desenfreada.  Foi preso e conseguiu fugir, dando continuidade a seus crimes na mesma noite em que escapara. Executado em 24 de janeiro de 1989, Bundy ainda foi alvo de uma ironia no dia de sua morte: foi uma mulher quem ligou a chave da cadeira elétrica que pôs fim à sua vida.  Ele preferia matar garotas bonitas de cabelos escuros do tipo chefe de torcida. Ele atacava suas presas com objetos rombudos e era fã de violar e morder suas vítimas.

A trama tem alguns buracos enormes:

Por que Squweegel tem como missão e motivação os alvos escolhidos?  Trauma de infância?  Complexo de Deus?  Vai saber…

Onde Squweegel consegue dinheiro para se manter e a seus crimes, durante tantos anos, com tantos aparelhos eletrônicos e tecnológicos e tantas viagens, jatinhos, etc, etc, ?

Fala sério – Dark está sempre um passo atrás de Squweegel – que está sempre dois passos a frente, com sua tecnologia ilimitada, fugas ao estilo Cirque du Soleil e finanças autosuficientes.

Como assim?  O filho de Dark?  É mesmo?  Faz sentido…  as tais dores… – “Como vai ela?  Como vai o meu bebezinho?”

E a análise de compatibilidade do DNA de Squweegel?  Com quem vocês acham que ele é compatíve?  Eu tenho as minhas teorias…

Sim – há inúmeras questões ao final do livro, que não foram respondidas – o segundo livro está nas bancas: “A profecia Dark” (Dark prophecy) e o terceiro está chegando (Dark revelations) – mas não se desespere!

Booktrailer oficial:

A amiga e Skoober Nessa Gagliardi, também resenhou o livro, em 23/06/2010 – Espetacular!  O ritmo do livro é mega intenso. Você não consegue largar até que seja extremamente necessário, tipo, ir dormir, tomar banho ou trabalhar…  A experiência da dobradinha livro-filminho, na minha opinião, funcionou perfeitamente, mas eu sou suspeita, já que adoro ver as versões cinematográficas dos livros que leio.  Os atores são, quase todos, ótimos, inclusive com algumas caras bem conhecidas para amantes de séries, como o segurança de “24 horas”, ou técnico-gênio-nanico-feio de “Alias”. O porém fica por conta da impossibilidade, no meu caso, de ver o filme logo após ler o respectivo capítulo, já que lia tudo de uma tacada só e em qualquer canto que eu estivesse (e nem sempre tinha um computador por perto para acessá-los). Por isso, os assisti em blocos, mas não perderam seu encanto.  A única ressalva em relação aos atores é a respeito de Sqweegel, logo ele.  O ator que o representa, na verdade, nem ator é.  É considerado o maior contorcionista do mundo e acredito que tenha sido contratado por isso mesmo. Porém, na minha visão, não havia necessidade de um cara com trejeitos tão esquisitos para interpretar o antagonista. Não é porque o cara é o maior assassino do mundo, o único com graduação 26, que precisa coçar a cabeça com os pés.  Aliás, a Constance também é bem fraquinha, né? É verdade que o filme modifica nossa possível visão/imaginação acerca da estória contada. Eu, por exemplo, tinha idealizado o Dark muito mais másculo (aliás, o Dark de “Millenium” é muuuuito mais sinistro que esse, do “Grau 26”!), mas nem isso faz o livro perder alguma estrelinha.  Que venha o próximo para eu devorar também.

Anthony E. Zuiker é o criador e produtor executivo da série de televisão mais assistida no mundo: CSI e seus spin-offs.  Zuiker é um executivo visionário que trata profissionalmente do futuro do entretenimento, através da transmedia storytelling e múltiplas plataformas.  Louco por thrillers desde criança, sempre sonhou em escrever um livro de suspense.  Seu primeiro roteiro para a televisão foi um episódio do CSI original.

Duane Swierczynski é autor de vários livros de suspense e de alguns roteiros de X-Men.

Booktrailer oficial: http://www.youtube.com/watch?v=a6mIQOem-CI

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