THE CHILDREN OF MEN – P. D. James

Publicado: 28 de janeiro de 2012 em P. D. James
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 Editora: Alfred A. Knopf

“O mundo dos que estão para morrer é um mundo que não é dos vivos nem dos mortos. Eles se sentam e falam, as pessoas falam com eles, eles ouvem e até sorriem, mas já estão longe de nós em espírito; e não há meio de se entrar em seus mundos sombrios.” P. D. James
A estória de um mundo sem crianças e sem futuro – a raça humana tornou-se infértil nos anos 90 e a última geração a nascer, agora já é adulta (os perfeitos Ômegas) e a civilização se volta para o suicídio e desespero. O último ser humano a nascer, agora com 25 anos, é assassinado numa briga de bar.  As religiões formalmente organizadas são contestadas. A educação é menosprezada.

O historiador inglês Theodore Faron começa a escrever suas memórias até ser confrontado com um grupo de extremistas que almejam depor o governante supremo da Inglaterra – nação dominante nesse mundo de velhos. Um tema diferente a ser abordado pela notável escritora de romances policiais, P. D. James.
Numa forma de continuarem a sentirem vivos e úteis para o resto da população, as pessoas tinham por obrigação, trabalhar, fora de seus horários normais, em alguma outra coisa que lhes chamasse a atenção. A indústria de bonecos de brinquedo, florecia a olhos vistos, juntamente com os acessórios do faz-de-conta da maternidade nunca mais alcançada.

O batismo de gatinhos e cachorrinhos, era uma forma de substituição em busca de sanidade mental, aceita pelo racionalismo cristão. Os homens passavam por testes rigorosos de fertilidade, anualmente, na esperança de ser encontrado, ainda, alguma forma de reversão do quadro que se afigurava no futuro bem próximo.
Num paradoxo total, o sexo sem procriação tornou-se uma forma de libertação para a maioria das mulheres – e a pornografia foi estimulada.

 

Para os muito velhos ou doentes, a opção do “Quietus” se mostrava promissora – uma forma de suicídio assistido e, por muitas das vezes, encorajado. As pessoas se inscreviam numa espécie de programa de viagem de ida sem volta, em barcos que eram levados ao mar, numa cerimônia de despedida, com cânticos e sem discursos. Nem sempre essas pessoas estavam ali por sua própria vontade, sendo, muitas vezes, drogadas para participarem do evento final, sem causar maiores embaraços a suas famílias que não sabiam mais o que fazer com elas. Algumas mais reticentes eram eliminadas a sangue frio por meio de armas de fogo, antes mesmo de embarcarem.

O grupo de dissidentes que se aproxima de Theodore, no intuito de conseguir seu auxílio na batalha contra o controle exercido pelo governo da nação, o faz sentir-se vivo, novamente. A mulher, Julian, tem papel preponderante nessa missão, e apaixonar-se por ela parecer ser sua única solução. A surpresa que ela carrega muda tudo, na vida e na cabeça do historiador e de quem mais deles se aproxima.

Há uma centelha de esperança e de orgulho a ser defendida. Mas, também, uma ameaça à ordem tão duramente estabelecida, a ser combatida. A que tipo de inferno uma nova criança pode vir a ser condenada?
Da memória de infância, os ritos são recordados. “Pode-se entender a necessidade de se machucar alguém, somente porque não o amamos mais?” P. D. James

video de entrevista da escritora, aos 90 anos, ano passado:

P. D. James

Phyllis Dorothy James, 3 de agosto de 1920, é a Baronesa James de Holland Park, membro da House of Lords (Câmara dos Lordes) e uma escritora britânica de ficção policial que usa o nome P. D. James ao assinar as suas obras.  É reconhecida como uma das escritoras que mais influenciaram o género literário do romance de mistério, sendo especialmente notável a forma como caracteriza as suas personagens e a sua habilidade em construir atmosferas plenas de detalhes.  James trabalhou na direcção do North West Regional Hospital em Londres de 1949 a 1968 e depois no Ministério do Interior, no departamento da Polícia Criminal. James tem dois protagonistas principais: a jovem detective privada Cordelia Gray e Adam Dalgliesh, inspector-chefe da Scotland Yard, de meia-idade, que surge pela primeira vez em 1962 no romance Cover Her Face (O Enigma de Sally Jump). 

James ganhou vários prémios: Silver Dagger 1971 para Shroud for a Nightingale (Mortalha para Uma Enfermeira), Silver Dagger 1975 para The Black Tower, Silver Dagger 1986 e International Macavity Award em 1987 para A Taste for Death (O Gosto da Morte), Diamond Dagger 1987 pela carreira literária e Grand Master Award 1999.  Em 1983 foi distinguida com a Ordem do Império Britânico. Foi igualmente nomeada Par do Reino na Câmara dos Lordes, recebendo o título Baronesa James de Holland Park. Em 1992 foi distinguida com o doutoramento em literatura pela Universidade de Buckingham e em 1993 pela Universidade de Londres. É membro da Royal Society of Literature

Outras resenhas de livros de P. D. James, aqui no House of Thrillers: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/p-d-james/

  • Cover Her Face (1962) (introduzindo o detetive Adam Dalgliesh AD1)
  • A Mind to Murder (1963) – Mente assassina AD 2
  • Unnatural Causes (1967) –  AD3
  • Shroud for a Nightingale (1971) – AD 4
  • The Black Tower (1975) – A torre negra – AD5
  • Death of an Expert Witness (1977) – Morte de um perito – AD6
  • A Taste for Death (1985) AD – Um gosto por morte AD7
  • Devices and Desires (1990) AD – Armadilhas e desejos AD8
  • Original Sin (1994) – Pecado original AD9
  • A Certain Justice (1997) – Uma certa justiça AD10
  • Death in Holy Orders (2001) AD 11
  • The Murder Room (2003) AD 12 – A sala dos homicídios
  • The Lighthouse (2005) AD 13 – O farol
  • The Private Patient (2008) AD 14 – o paciente particular

  An Unsuitable Job for a Woman (1972) (Cordelia Gray CG1) – Trabalho impróprio para uma mulher

The Skull Beneath the Skin(1982) – O crânio sob a pele CD2 

  • Innocent Blood (1980) – Sangue inocente
  • The Children of Men (1992)
  • Time To Be In Earnest (2000) (autobiografia)

  http://www.randomhouse.com/features/pdjames/

Responda a pergunta com seu comentário:

Em qual dos livros da P. D. James, o detetive Adam Dalgliesh melhor se desenpenha?

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