O dragão vermelho (Red dragon) – Thomas Harris – série Hannibal Lecter 2

Publicado: 25 de fevereiro de 2012 em Thomas Harris
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Editora: Record

Conheça Hannibal Lecter pela primeira vez.

No campo do thriller psicológico, Thomas Harris se destaca.

Explorando a natureza maligna do homem e a anatomia da investigação forense, Thomas Harris libera uma visão do lado escuro do mundo iluminado.

Nesta estória extraordinária que precede O silêncio dos inocentes (resenha Skoob: http://www.skoob.com.br/estante/livro/686758 e resenha no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/2011/02/12/o-silencio-dos-inocentes-thomas-harris/), Harris apresenta o inesquecível personagem do psiquiatra, Dr. Hannibal Lecter, deitado em sua cela, com um dicionário de culinária aberto em seu peito.

          Também, neste livro, é apresentado Will Graham, o ex-agente do FBI hipersensitivo, que caça Lecter e quase é morto por ele – pondo sua sanidade mental e sua vida em risco, combatendo um assassino chamado Dragão Vermelho.

          Porém, medo não é o que move Will – já é bem assustador ter de conviver com a mente doentia de Lecter, para conseguir pistas que o levem ao assassino que vem matando famílias inteiras.

          Acontece que sabemos que Hannibal Lecter é mais inteligente que todos e manipula tanto Graham quanto o Dragão Vermelho, diretamente de sua cela.

O antiherói Hannibal explodiu no agrado do público depois do excelente filme de Jonathan Demme de 1991, sobre o livro O silêncio dos inocentes, com Anthony Hopkins protagonizando Lecter.

É claro que os fãs ficaram 11 anos ansiosos esperando Thomas Harris finalmente publicar a sequência da estória.

Mas o que muitas pessoas não sabiam era que Hanibal Lecter tinha aparecido, anteriormente, como um personagem coadjuvante, no thriller O Dragão vermelho, e em sua versão inicial para o cinema, de 1986, Manhunter.

O agente do FBI Will Graham, que no filme é vivido por Edward Norton, afastou-se com sua família, depois de sobreviver a um quase fatal encontro com Lecter.  E, também, por causa dos problemas emocionais que o acompanhavam, com sua habilidade de desenvolver uma empatia extra-sensorial com esse tipo de serialkiller.

Apesar disso, foi o responsável por sua captura.

Suas “férias” foram interrompidas quando seu ex-chefe o chama para ajudá-lo a capturar o nserial killer “A fada do dente”, que ficara famoso por deixar marcas de dentes nas vítimas e por cercá-las de espelhos quebrados.

Relutante, Graham decide visitar Hannibal Lecter na prisão, para ver se consegue retormar os poderes extra-sensoriais que o ajudavam a resolver os casos criminais.

Na prisão, o diretor conta uma estorinha sem graça sobre Lecter: “ Numa tarde, o Dr. Lecter reclamou de dores no peito.  Ele foi levado para fazer um eletrocardiograma e, para isso, teve de ser libertado, por alguns minutos, das algemas.  Um dos guardas saiu da sala para fumar e o outro se virou por um segundo.  A enfermeira foi bem rápida: conseguiu salvar um de seus olhos.”

Depois que essa visita vai parar nos jornais, o próprio assassino também entra em contato com Lecter, que o instiga a atacar Graham.

Assim começa essa dança violenta, a medida que Graham desenvolve seus insights, e o assassino planeja sua próxima vítima, de acordo com o calendário lunar, enquanto Lecter fica só observando, por trás de tudo.

A parte mais interessante do livro é o delicado equilíbrio que Graham tem de manter para pensar como os assassinos, mas ainda permanecer normal.

The red dragon - William Blake

O tal assassino, Francis Dolarhyde trabalha num laboratório fotográfico, onde escolhe suas vítimas estudando seus filmes caseiros.  Ele é obcecado com a bizarra pintura de William Blake, “O grande Dragão vermelho e a mulher coberta de sol”, acreditando que existia um dragão vermelho dentro dele, numa personificação de seus demônios pessoais.          Flashbacks da terrível infância de Dolarhyde nos levam para dentro de sua mente.  Quando ele faz essas coisas esquisitas, nós meio que entendemos.  Chegamos até a simpatizar com ele, quando a voz cruel de sua avó que o criou, abandonado por sua mãe, e o enlouqueceu, se faz ouvir.  O passado dele é característico: maus-tratos com animais…  Quando ele se apaixona por uma garota cega no laboratório, nós temos esperança que ele se liberte desse passado.Esse cenário e os problemas de Will Graham, levantam questões sobre o que nos separa de homens como esses, e se há alguma fórmula pré-concebida de criação desses seres malignos.  Será que basta apenas um passado de abuso psicossexual e… pimba! Um serial killer foi criado?

Além disso, também existe a visão de que esses criminosos são gênios do mal. Seus crimes são tão monumentais que a tendência é de colocar todos os culpados na mesmo patamar.

A verdade é que esses monstros são, de fato, perdedores sem esperança – não são gênios como Lecter.

Lecter é nossa versão moderna de Dracula ou Frankenstein.

cartaz do filme

Trailer do filme Dragão Vermelho, estrelando Anthony Hopkins, Edward Norton, Ralph Fiennes, e Philip Seymore Hoffman:

Thomas Harris

Thomas Harris (Jackson, Tennessee, 11 de abril de 1940) é um escritor e roteirista norte-americano de romances policiais, que fez muito sucesso com os livros: O Silêncio dos Inocentes, Hannibal, Dragão Vermelho e Hannibal – A Origem do Mal, todos adaptados para o cinema. A adaptação de O Silêncio dos Inocentes para as telas de cinema recebeu o prêmio Oscar de melhor atriz, melhor ator e outros prêmios para os diretores e produtores, em 1991.

Para acompanhar o escritor Thomas Harris: http://www.randomhouse.com/features/thomasharris/

Outras resenhas de livros de Thomas Harris, aqui no House of Thrillers:

https://houseofthrillers.wordpress.com/category/thomas-harris/

Grupo de discussão sobre opersonagem Hannibal, no portal Skoob: http://www.skoob.com.br/grupo/1736-dr-hannibal-lecter

A Skoober Janda, também emitiu opinião sobre o livro, em 04/05/2009 – mesmo ritmo – a narrativa é boa, leva o mesmo ritmo que o primeiro filme da trilogia… a sequência deve aumentar o batimento cardíaco, suponho. Mas é bom, sim.

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