Rose Madder – Stephen King

Publicado: 3 de março de 2012 em Stephen King
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Editora: Objetiva

Escapar de seu terrível casamento não é tão fácil quanto fugir para uma nova cidade, usar um nome novo, encontrar um emprego, e arrumar um novo relacionamento.

A estória de Rose começa com uma esposa torturada diariamente (retratada de forma muuuuuuuuuuuuuito realista) e segue até tornar-se uma mulher independente – alternando aterrorizantes momentos de perseguição pelo ex-marido.

É uma procura pela vida, mesmo nas sombras da morte.

Esta é a estória de Rose Daniels, a personagem feminina mais bem retratada pelo mestre Stephen King, segundo as resenhas oficiais da imprensa norte-americana.

Escapar de seu terrível casamento não é tão fácil quanto fugir para uma nova cidade, usar um nome novo (Rose McClendon, solteira), encontrar um emprego, e arrumar um novo relacionamento.  A falsa segurança do anonimato.

Não com um ex-marido policial, como Norman…

Depois de 14 anos de abusos e violências físicas e psicológicas, Rose Daniels acorda, um dia, e o deixa – mas continua olhando para trás, o tempo todo, porque Norman tem os instintos de um predador.

Norman Daniels, apesar de humano, é um monstro pior que os piores terrores bestiais já criados por King.  Um dos mais sombrios vilões já criados na literatura.

As cenas escritas sob seu ponto de vista, são extremamente interessantes – já que ele é um policial – e ele está caçando sua presa: Rose.

Para isso, Norman tenta pensar como Rose, imaginar-se como ela, fazendo o que ele pensa que ela estará fazendo, deixando uma trilha de corpos mutilados, em seu caminho.  “Quando você menos esperar…” – Norman Daniels

Ainda assim, o “mal” não é a única peça no jogo de Rose.

O que será esta estanha peça de arte que enfeitiçou Rose e que acaba sendo sua tábua de salvação?

Rose Madder

Quando o quadro que Rose comprou na casa de penhores, para seu apartamento novo, da mulher com a roupa avermelhada, se apresenta como um portal para um mundo secreto, a estória passa, de forma desconcertante, para o gênero sobrenatural.Quando Norman a segue através desse portal, vira uma fantasia mítica.

Num romance realista, o fim de Norma seria previsível: prisão perpétua num hospital psiquiátrico ou a morte através de alguma de suas vítimas.  Porém, neste mundo repleto de personagens sobrenaturais é possível construir-se uma vingança satisfatória.

A trama vai se construindo até chegar a uma conclusão apocalíptica que combina o melhor do terror de King com o suspense psicológico de Jonathan Kellerman (resenhas no blog:  https://houseofthrillers.wordpress.com/category/jonathan-kellerman/ ).

O caçador começa a ser caçado e o predador se torna a presa.

O livro parece uma montanha-russa cheia de pessoas perigosas e em perigo – tudo ao mesmo tempo.

Apesar das cenas serem vividamente realistas e cruéis há momentos de grande esperança e beleza.  King captura a grande verdade da vida, em Rose Madder.  Uma estória de coragem e uma fantasia de amor e de sobrevivência, num pano de fundo de puro terror.

Neste brilhante thriller de gato-e-rato, King mantém os leitores no limiar de um ataque cardíaco.  Eu, pelo menos, me senti assim, o tempo todo.  Estava lendo um romance histórico – na verdade, pré-histórico: “A pedra da benção”, de Barbara Wood – tão bom, que resolvi para um pouco e deixar o melhor para a sobremesa.  Peguei o Rose Madder, no intuito de passar esse intervalo rapidamente – não fiz fé em seus 2 volumes fininhos e de letras mínimas.  Eu não tenho lido Stephen King há tempos.  Pensei que era apenas mais um livro de terror.  Tolinha…  Quem pensava eu ser, para “passar um tempo” com o Mestre…

Rose Madder é a prova de que um escritor fica cada vez melhor com o passar dos anos.

pigmento rose madder

Observação final: Rose Madder é um pigmento vermelho vivo, usado em pintura.  E como no pigmento, o livro e o quadro vão crescendo em intensidade, pouco a pouco, criando o suspense tão conhecido do público de Stephen King.  Para criar esse suspense, o escritor se utiliza de técnicas como de alguns capítulos mais importantes, terem, somente um ou dois parágrafos, passando para o capítulo seguinte e para o horror seguinte.

 

Stephen King era um leitor fanático dos quadrinhos de horror, incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar.  De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada “King’s Garbage Truck” para o jornal estudantil, o Maine Campus. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como “The Mangler” e o romance “Roadwork” (como Richard Bachman).

Stephen King

Outras resenhas de livros de Stephen King, aqui no House of Thrillers:

https://houseofthrillers.wordpress.com/category/stephen-king/

Acompanhe o escritor Stephen King: www.stephenking.com

Facebook: http://www.facebook.com/stephenkingwriter?sk=wall

Grupo de discussão sobre o escritor, no portal Skoob: http://www.skoob.com.br/grupo/44-stephen-king

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