O caso dos 10 negrinhos (Ten little niggers / And then there were none) – Agatha Christie

Publicado: 28 de julho de 2012 em Agatha Christie
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Editora: Record

Cada morte segue precisamente ou em parte o que diz um poema emoldurado no quarto de cada um.

Dez estranhos foram convidados para o fim de semana numa ilha particular no litoral de Devon.

No primeiro capítulo do livro é relatada a viagem de oito dos dez estranhos, que se encontram a caminho da ilha e conhecem-se os motivos que as levaram à ilha.

Na data combinada, os oito chegam no lugar, encontrando-se com os criados do casal U. N. Owen (unknown = desconhecido em inglês), milionários excêntricos desconhecidos de todos eles, que contam que seus patrões, por motivos pessoais, não puderam vir para a ilha.

Tudo que os convidados possuem em comum é um passado sombrio que não querem revelar – e um segredo que irá selar seus destinos.

Pois cada um deles será assassinado – um por um. Até o fim do domingo, nenhum irá restar. E somente os mortos não serão os suspeitos.

Quando os hóspedes terminam o jantar, uma voz vinda de um gramofone, faz acusações contra os dez (os oito convidados e o casal de empregados), todas elas envolvendo a morte de alguém – no final, todas as acusações, com exceção de uma, eram de fato verdadeiras.

Amedrontados e indignados com o que acabaram de ouvir, os convidados tentam procurar informações sobre o casal Owen.

Todos estão assustados e temerosos, com exceção de um deles, um jovem altamente imprudente.

Então decidem que a melhor coisa a fazer é sair do local pela manhã. O grande problema é que a única forma de locomoção é um barco que vem do continente, mas que pelo fato do mar estar agitado não consegue chegar ao local da ilha.

Cada morte segue precisamente ou em parte o que diz um poema emoldurado no quarto de cada um (mostrado abaixo) e que refere-se a uma canção infantil de Septimus Winner nos EUA e adaptada por Frank Green, 1869, na Inglaterra.

A medida que as mortes vão ocorrendo, fica claro para os hóspedes que um deles é o assassino e, para piorar a situação, quando o clima se torna favorável para um resgate, a polícia chega ao local e encontra dez mortos na mansão.

O final mostra a investigação da Scotland Yard para descobrir o que aconteceu na ilha, além de uma carta escrita pelo assassino, mostrando como e porque realizou cada assassinato.

Dez negrinhos saíram para jantar;

Um se engasgou até sufocar; e então ficaram nove.

Nove negrinhos ficaram acordados;

Um dormiu demais e então, só ficaram oito.

Oito negrinhos partiram para Devon;

Um deles ficou para trás e então ficaram sete.

Sete negrinhos foram cortar madeira;

Um cortou-se ao meio e então ficaram seis.

Seis negrinhos foram brincar numa colméia;

Uma abelha mordeu um e então, ficaram cinco.

Cinco negrinhos se envolveram com a justiça;

Um ficou em Chancery e então, ficaram quatro.

Quatro negrinhos foram velejar;

Um arenque engoliu um deles, e então, ficaram três.

Três negrinhos foram ao zoológico;

Um grande urso abraçou um deles, e então ficaram dois.

Dois negrinhos se sentaram ao sol;

O sol fritou um deles e então, só restou um.

Um negrinho ficou sozinho;

Logo resolveu se enforcar e então não sobrou nenhum.

Ten Little Niggers, no Reino Unido, ou And Then There Were None, nos Estados Unidos e Convite para a Morte ou As Dez Figuras Negras, em Portugal, foi publicado em 1939.

É o livro mais vendido de Agatha Christie, e também um dos maiores best-sellers de todos os tempos, com cerca de 100 milhões de cópias vendidas.

O título do livro causou polêmica, principalmente nos Estados Unidos, por conta dos “negrinhos” do título. Por isso, no mercado norte-americano ele é conhecido como And Then There Were None ou Ten Little Indians.

O livro chegou a ser publicado no Brasil nos anos 50, com o título de O Vingador Invisível, e em 2008, com o título de E Não Sobrou Nenhum.

O romance foi teatralizado em 1943, com o título de Os Dez Indiozinhos, e encontra-se na forma de peça de teatro no livro A Ratoeira e Outras Histórias.

 Trailer do filme de 1974, sobre o livro:

A amiga e Skoober, Érika dos Anjos, também resenhou o livro em 29/08/2009 – Agatha em sua melhor forma! O livro começa com o convite a oito pessoas de classes e origens bem diferentes, de alguém que eles basicamente não conhecem, para passar um tempo na Ilha do Negro. Lá, eles encontram um casal de criados, que também nunca viram o tal Sr. Owen, que manda suas instruções por escrito ou através do barqueiro. Chegando ao local, logo após as apresentações de praxe, eles são encaminhados aos seus respectivos quartos e, acima de cada uma das lareiras, está o poema em um quadro. Mesmo achando estranha a ornamentação, eles se reúnem para a janta e a situação começa a ficar mais do que intrigante, pois, é colocada uma gravação onde as dez pessoas que se encontram na ilha, incluindo os criados, são acusadas de crimes que cometeram. A indignação é total, mas todos sabem, que há um fundo de verdade e loucura naquela história. E, naquela mesma noite, começam a cair os acusados, o primeiro deles Antony Marston. Agora resta saber se quem está fazendo isso é alguém de fora ou se um deles é o culpado! Nesta obra, fica evidente a paixão de Agatha Christie pelo modo de vida inglês e suas nuances. Destaques para a língua de vaca enlatada (algo que não consigo nem imaginar, quanto mais consumir) e a ideia de que os médicos tudo sabem e que não é necessário ter uma especialidade, já que o médico da casa, Dr. Armstrong, cuida desde envenenamento até tiro, passando por um acesso de nervos, que recebe como posologia um belo tabefe na cara de Vera Claythorne para se acalmar! Acesse esta e outras resenhas em http://www.oquartoelemento.com.br  .

Agatha Christie

Agatha Christie é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. Agatha é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.  Outras resenhas de livros de Agatha Christie, aqui no House of Thrillers: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/agatha-christie/

Acompanhe a escritora: http://www.agathachristie.com

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