Arquivo de setembro, 2012

77 Shadow Street – Dean Koontz

Publicado: 29 de setembro de 2012 em Dean Koontz
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Editora: Bantan Books

Seja bemvindo ao Pendleton.  Construído em 1880 e convertido num condomínio de luxo – um santuário para seus residentes abastados.         

Este livro me foi apresentado ao final do conto exclusivo para o Kindle, do mesmo autor Dean Koontz, Moonlit mind (resenha no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/2011/11/26/the-moonlit-mind-a-tale-of-suspense-dean-koontz-short-story-kindle-edi-tion/).  E como achei interessante, resolvi baixar o ebook e ler até o final.

Mas o livro não é fácil de ser descrito.

Vamos tentar…

Seja bemvindo ao Pendleton.  Construído em 1880 e convertido num condomínio de luxo – um santuário para seus residentes abastados; e um portal para o tempo-espaço, que se abre de 38 em 38 anos.  Os vestígios de loucuras, suicídios, assassinatos e coisas até piores, lá estão desde o princípio – e nunca o deixaram.

No momento, sombras inexplicáveis surgem através das paredes, câmeras de segurança mostram imagens absurdas e grotescos acontecimentos, vozes fantasmagóricas murmuram em línguas estranhas, seres não-humanos se escondem no porão, os elevadores descem a profundezas inimagináveis…

Mas uma coisa é certa: seja o que for que levou os antigos moradores do Pendleton a seus destinos fatídicos, está acontecendo de novo.

E, a medida que os pesadelos vão se tornando reais, como uma onda mortal afogando a tudo e a todos, os atuais moradores da Shadow Street 77, conhecerão a chave para o futuro da humanidade… se conseguirem sobreviver.

Há um grande número de personagens que vão sendo apresentados aos leitores, cada um em suas residências, sob diferentes perspectivas.

  • Devon Murphy é um segurança do prédio que ainda sofre a perda de sua mãe.
  • Bailey Hawkess é um ex-consultor financeiro.
  • Silas Kinsley é um advogado aposentado que pesquisa a história do Pendleton.
  • Twyla Trahern é uma compositora de música country, que tem um filho precoce de 8 anos de idade.
  • Mike Dime é um psicopata.
  • As irmãs Cupp são confeiteiras octogenárias.
  • Sparkle Sykes é um escritor que tem uma filha autista.

Sem contar os moradores do passado…

Há quem acredite que o prédio significa a visão do escritor, para o mundo moderno em que vivemos, e que está se desintegrando, e nos deixando despreparados para enfrentar as forças do mal, que se chamam “One” e seu ajudante “Witness”.

Minha opinião: se você não for ler, não vai perder muita coisa.  Os livros de Koontz com honráveis exceções, são do tipo: Leu um, já leu todos.  Ele usa várias fórmulas para contar a estória da luta entre o bem e o mal. (mais…)


Editora: Brasport

Por que ele só mata aos sábados?

           Um serial killer inicia uma onda de assassinatos brutais com requintes de crueldade, cujas cenas são relatadas nos mínimos detalhes.

Porém, com um diferencial: ele recria os crimes mais hediondos do passado, ocorridos no Brasil, utilizando-se de pessoas inocentes como alvo.

Em sua lista, alguns dos casos que mais chocaram o país: Von Richthofen, Daniella Perez, P.C. Farias e o sinistro caso dos chamados Meninos de Altamira.

Chamado pela mídia de O Copiador, o sociopata deixa na cena dos seus crimes, uma foto referente ao próximo crime a ser copiado, e uma aterradora promessa:

“As mortes não cessarão enquanto o Cardeal Dom João da Costa Cunha viver”.

É tempo de conclave no Vaticano da Igreja Católica e o cardeal brasileiro é o nome mais cotado para ser eleito o próximo Papa.

Para desvendar o caso, a polícia convoca o Delegado Ronaldo Leme, que dá início à maior caçada policial da história do nosso país.

Com uma equipe de policiais altamente qualificados e o auxílio dos mais novos equipamentos de investigação criminal, eles correm contra o tempo para deter O Copiador, mas esbarram em uma série de enigmas que precisam decifrar.

O caso cai nas mãos da imprensa, que transforma cada assassinato num espetáculo.

Qual sua ligação do Copiador, com o Cardeal?

Por que ele só mata aos sábados?

Vides Júnior e Carllos Santos conseguiram combinar os elementos de uma caçada policial, com informações sobre a polícia brasileira, a Igreja Católica, crimes famosos e a mídia, que prende o leitor da primeira à última linha, por se ambientar no Brasil.

No Brasil, a primeira narrativa policial de que se tem notícia foi O mistério.  Escrita a oito mãos por Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, a obra chegou ao mercado em capítulos pelo jornal A Folha em 1920.  Ou seja, apareceu 79 anos depois do lançamento do conto fundador do gênero, “The murders in the Rue Morgue”, de Edgar Allan Poe, no qual aparece Auguste Dupin, o arquétipo do que viria a ser o detetive moderno: “uma máquina de pensar, que a partir de vestígios, pistas, indícios, consegue, através de uma dedução lógica rigorosa, reconstruir uma história, um fato passado, e assim descobrir o(s) culpado(s)”.

link para o arquivo em PDF do livro, O Mistério:

 http://www.mafua.ufsc.br/numero16/obra_rara/o_misterio.pdf

 Seguindo a cronologia das publicações, O mistério surgiu 33 anos depois da criação do famoso Sherlock Holmes por Arthur Conan Doyle e no mesmo ano do lançamento de Hercule Poirot, o detetive idealizado pela “dama do crime” Agatha Christie.

De 1920 até os dias atuais registraram-se incursões brasileiras no gênero policial, porém, o volume da produção até a década de 1970 era relativamente modesto.

O cenário só se alterou a partir dos anos 1970, quando Rubem Fonseca despontou com seu estilo hard boiled –– uma reação realista à artificialidade do modelo clássico, na qual detetives atormentados por problemas com mulheres, bebidas e falta de dinheiro assumem o lugar dos gênios diletantes da narrativa tradicional.

No entanto, a grande mudança no panorama literário se fez sentir na década de 1990, quando o psicanalista e escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza apresentou ao público o detetive Espinosa.


Editora: Record

                        Normalmente é bom ter um pouco de romance nos livros de Agatha Christie, pois fornece um pouco de alívio ao pesado clima de mistério; mas, nesse caso, ficou um tanto supérfluo.

            Normalmente, Agatha Christie escolhe focar em mistérios, sem se concentrar nos eventos sociais e políticos da época.

Conseqüentemente, seus personagens, às vezes, parecem viver num mundo meio vazio, sem nada acontecer a sua volta, senão o próprio crime relatado.

O que torna M ou N? diferente é seu foco na 2ª Guerra Mundial e sobre o que aconteceu na Inglaterra durante o período.

Tommy e Tuppence Beresford, o casal de detetives  amadores que já conhecemos de longa data (resenhas no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/tag/tommytuppence/ ), desde “O inimigo secreto”, estão vivendo em Londres, com calma e tranquilidade.

Mas…

Sua rotina é interrompida quando Tommy é chamado numa missão secreta para tentar encontrar o agente mais perigoso de Hitler, que estava infiltrado na Iglaterra, planejando um ataque nazista.

É claro que Tuppence se recusa a ser deixada em segundo plano e o segue, ajudando Tommy.

Normalmente é bom ter um pouco de romance nos livros de Agatha Christie, pois fornece um pouco de alívio ao pesado clima de mistério; mas, nesse caso, ficou um tanto supérfluo.

Neste livro, podemos ver a complexidade do dia-a-dia da contraespionagem.

É interessante, também, pensar-se que, apesar de Tommy e Tuppence não serem pessoas reais, haviam, na verdade, pessoas como eles – pessoas comuns com inteligência superior e que eram escolhidas para realizar missões de espionagem perigosas; e que conseguiam sucesso, exatamente porque eram tão comuns – não eram o que o inimigo esperavam dos espiões. (mais…)


Editora: Abril

A ilha do Dr. Moreau nos leva ao abismo da natureza humana.

         Náufrago, Edward Prendick, um cientista britânico, é resgatado por um barco que ia em direção à Ilha do Dr. Moreau.

Depois de uma luta com o capitão do barco, Prendick é forçado a penetrar na ilha, onde a curiosidade o compele a procurar a verdade sobre os estranhos experimentos do Dr. Moreau e de seu assistente Montgomery, na tentativa de transformar animais em seres humanos.

Essa estória aterrorizante de ficção científica de H. G. Well explora temas como crueldade, moralidade e o abuso da natureza pelo Homem, pois A ilha do Dr. Moreau nos leva ao abismo da natureza humana.

O que nos faz seres humanos?

O que, exatamente, separa o Homem do animal?

O leitor deverá se identificar mais com as feras do que com Moreau e Montgomery, pois não possuem consciência.  Além disso, ficará indeciso se as feras são mais humanas do que os personagens “humanos”.

As estórias de H. G. Wells refletem seus pensamentos e teorias sobre a humanidade e suas preocupações sobre a teoria da seleção natural; e seus impactos no conceito de Deus.

Enquanto Wells inclui elementos de horror e selvageria em sua estória, A ilha do Dr. Moreau é muito mais perturbadora.  Não é um livro para se colocar de lado após sua leitura – ele alimenta os pensamentos do leitor.

Um trabalho que décadas a frente de seu tempo – atualíssimo com todas as discussões sobre pesquisas genéticas e direitos animais. (mais…)


Editora: Nova Fronteira

Quando Arlena é encontrada morta, o número de suspeitos é grande.

             Não era difícil de se ver o corpo belamente bronzeado de Arlena Stuart, deitado numa praia, de bruços, no litoral de Devon.

            Só que um dia, não havia sol!

            Ela havia sido estrangulada…

            Desde que chegou ao resort Jolly Roger, Hercule Poirot, que lá estava de férias, sentia a tensão sexual no ar.

            O marido dela, o capitão Kenneth Marshall, havia sido casado com uma mulher, que era muito amiga de uma herdeira.

            Vivendo com os Marshalls, havia Linda, a filha do capitão com a sua primeira mulher.  Enteada e madrasta se detestavam!

Christine Redfern também não gostava muito de Arlena por ter seduzido seu marido, Patrick Redfern, nas barbas do capitão Marshall.  Arlena era famosa por seus casos com diversos homens, antes e durante seu casamento.

Quando Arlena é encontrada morta, o número de suspeitos é grande.  Vários dos hóspedes do resort tinham motivos para querer a bela mulher fora do baralho.

Todos estavam envolvidos em práticas de magia negra, tráfico de drogas, seitas religiosas… (mais…)