Investigação criminal – O assassino do sétimo dia – Antonio Vides Junior e Carlos Santos

Publicado: 29 de setembro de 2012 em autores brasileiros, Autores que não são escritores de Thrillers
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Editora: Brasport

Por que ele só mata aos sábados?

           Um serial killer inicia uma onda de assassinatos brutais com requintes de crueldade, cujas cenas são relatadas nos mínimos detalhes.

Porém, com um diferencial: ele recria os crimes mais hediondos do passado, ocorridos no Brasil, utilizando-se de pessoas inocentes como alvo.

Em sua lista, alguns dos casos que mais chocaram o país: Von Richthofen, Daniella Perez, P.C. Farias e o sinistro caso dos chamados Meninos de Altamira.

Chamado pela mídia de O Copiador, o sociopata deixa na cena dos seus crimes, uma foto referente ao próximo crime a ser copiado, e uma aterradora promessa:

“As mortes não cessarão enquanto o Cardeal Dom João da Costa Cunha viver”.

É tempo de conclave no Vaticano da Igreja Católica e o cardeal brasileiro é o nome mais cotado para ser eleito o próximo Papa.

Para desvendar o caso, a polícia convoca o Delegado Ronaldo Leme, que dá início à maior caçada policial da história do nosso país.

Com uma equipe de policiais altamente qualificados e o auxílio dos mais novos equipamentos de investigação criminal, eles correm contra o tempo para deter O Copiador, mas esbarram em uma série de enigmas que precisam decifrar.

O caso cai nas mãos da imprensa, que transforma cada assassinato num espetáculo.

Qual sua ligação do Copiador, com o Cardeal?

Por que ele só mata aos sábados?

Vides Júnior e Carllos Santos conseguiram combinar os elementos de uma caçada policial, com informações sobre a polícia brasileira, a Igreja Católica, crimes famosos e a mídia, que prende o leitor da primeira à última linha, por se ambientar no Brasil.

No Brasil, a primeira narrativa policial de que se tem notícia foi O mistério.  Escrita a oito mãos por Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, a obra chegou ao mercado em capítulos pelo jornal A Folha em 1920.  Ou seja, apareceu 79 anos depois do lançamento do conto fundador do gênero, “The murders in the Rue Morgue”, de Edgar Allan Poe, no qual aparece Auguste Dupin, o arquétipo do que viria a ser o detetive moderno: “uma máquina de pensar, que a partir de vestígios, pistas, indícios, consegue, através de uma dedução lógica rigorosa, reconstruir uma história, um fato passado, e assim descobrir o(s) culpado(s)”.

link para o arquivo em PDF do livro, O Mistério:

 http://www.mafua.ufsc.br/numero16/obra_rara/o_misterio.pdf

 Seguindo a cronologia das publicações, O mistério surgiu 33 anos depois da criação do famoso Sherlock Holmes por Arthur Conan Doyle e no mesmo ano do lançamento de Hercule Poirot, o detetive idealizado pela “dama do crime” Agatha Christie.

De 1920 até os dias atuais registraram-se incursões brasileiras no gênero policial, porém, o volume da produção até a década de 1970 era relativamente modesto.

O cenário só se alterou a partir dos anos 1970, quando Rubem Fonseca despontou com seu estilo hard boiled –– uma reação realista à artificialidade do modelo clássico, na qual detetives atormentados por problemas com mulheres, bebidas e falta de dinheiro assumem o lugar dos gênios diletantes da narrativa tradicional.

No entanto, a grande mudança no panorama literário se fez sentir na década de 1990, quando o psicanalista e escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza apresentou ao público o detetive Espinosa.

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