A terceira moça (Third girl) – Agatha Christie – um caso de Hercule Poirot e Adriane Oliver

Publicado: 20 de outubro de 2012 em Agatha Christie
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Editora: Nova Fronteira

Eu tenho lido e relido os livros de Agatha Christie desde pequena e os acho relaxantes, quando resolvo dar um tempo nos thrillers mais hard core.

Três jovens mulheres dividem um apartamento em Londres, nos anos 60.

A primeira, Claudia Reece Holland, é uma secretária muito eficiente, que trabalha para o pai de Norma, que é um empresário muito rico.

A segunda, Frances Carey, é uma socialite que trabalha numa galeria de arte e se relaciona com artistas de vanguarda.  Seu namorado é David Baker, cujo apelido é Peacock – um colecionador de pequenos delitos.

A terceira, chamada Norma Restarick, interrompe o café da manhã do detetive belga Hercule Poirot, confessando ser uma assassina, dizendo que precisa ser salva – e desaparece, dizendo que acha Poirot muito velho para ajudá-la.  E somente esse ato, por si só, é um crime…

Ela disse a Poirot que acreditava ter matado alguém, mas não conseguia se lembrar que, quando ou onde.  Aos poucos, Poirot vai ouvindo rumores malignos sobre a misteriosa terceira moça e sua família.  E ele fica em dúvida se ela seria culpada, inocente ou louca…

Seu pai, que havia abandonado sua mãe e ela, reapareceu da Austrália, há dois anos atrás e insiste que Norma é doente mental.  O que suas companheiras de apartamento concordam.

A mãe da moça cometeu suicídio no dia do aniversário da garota, quando ela era, ainda, uma criança.  E Norma herdou uma grande fortuna.  A madrasta de Norma, Mary, quase foi envenenada com pesticida.  Uma mulher idosa pula da janela do apartamento onde as três moças vivem.  A polícia acha que ela cometeu suicídio, mas Poirot está convencido de que ela foi assassinada.  Um jovem médico chamado Stllingfleet, se apaixona por Norma e tenta provar sua inocência.

Poirot recebe, neste caso, a ajuda da escritora de livros de suspense, Adriadne Oliver, um alter ego de Agatha Christe.  Ariadne Oliver é uma escritora de livros de mistério, que surge, quase sempre, como contraponto para Poirot.  Como Agatha, Adriadne Oliver come grandes quantidades de maçãs, enquanto escreve seus livros.  Adriadne vai voltar em outros thrillers que resenharei mais adiante.

Hercule Poirot era um detetive belga, com uma fervorosa confiança em suas pequenas células cinzentas e um ego monstruoso.  Sua apresentação nos é dada por seu amigo, o Capitão Hastings, que nos conta ser ele um refugiado policial, muito conceituado em seu país, que havia escapado dos ataques alemães. “Poirot era um homenzinho de aparência fora do comum.  Mantinha sua dignidade em pouco mais de um metro e sessenta centímetros.  A cabeça era exatamente igual a um ovo e ele sempre a mantinha um pouco inclinada para um lado.  O bigode era duro e militar.  A limpeza da indumentária era quase inacreditável.  Acho que uma partícula de poeira lhe teria causado mais dor do que um ferimento de bala.”  Não era um amante fervoroso, leviano, insensível ou irresistível, mas era um romântico incurável.  “Desejar ardentemente mulheres grandes e extravagantes é a infelicidade dos homens pequenos e precisos”. – Hercule Poirot .  Jamais consegiu libertar-se da fascinação fatal que a Condessa Vera Rossakoff exercia sobre ele.  Nunca espancava os criminosos, nem carregava armas de fogo.  Preferia o estilo de decoração Art-déco, apreciava a boa comida e vinhos finos.  Preferia café pela manhã e chocolate quente à tarde.  Não tinha tendências para o cultivo de flores, mas gostava de plantar certas variedades de abóboras.  Teve um irmão chamado Achille, mas… “Só por um curto espaço de tempo”. – Hercule Poirot.  Perto de sua morte, dama Agatha revelou que perdera a afeição por Hercule Poirot.  Não fosse pelo fato de ser uma enorme fonte de divisas, ela o teria envenenado há muito tempo: “Ele me entedia até a morte”.  E ele morre em 1975, no livro Cai o pano (Curtain).

Eu tenho lido e relido os livros de Agatha Christie desde pequena e os acho relaxantes, quando resolvo dar um tempo nos thrillers mais hard core do tipo da Tess Gerritsen, Chelsea Cain ou Karin Slaughter.

vídeo da primeira parte do episódio para a televisão sobre o livro:

Agatha Christie

Nascida Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, Agatha May Clarissa Mallowan, adotou o sobrenome de seu primeiro marido, Archibald Christie, e é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime.  Nasceu em Devon, na Inglaterra, filha de pais cultos e inteligentes.  Cursou uma “escola para moças” em Paris e durante a 1ª Guerra Mundial, foi voluntária na Cruz Vermelha.
Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. Agatha é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. 

Outras resenhas de livros de Agatha Christie, aqui no House of Thrillers: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/agatha-christie/

Acompanhe a escritora: http://www.agathachristie.com
 

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