Olhos de falcão (Darkhouse) – Alex Barclay

Publicado: 10 de novembro de 2012 em Alex Barclay
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Editora: Bertrand Brasil

Me perdi com personagens que não me levaram a lugar nenhum e fatos que não me trouxeram informações relevantes para a trama central ou as secundárias.

Olhos de falcão é um bestseller na Inglaterra e Irlanda – não tenho informações quanto ao Brasil – mas eu não gostei – vou logo dizendo!

Vejam bem – não sou uma pessoa que fique melindrada com detalhes sanguinolentos ou realistas demais – adoooooro serial killers na literatura e medicina forense.  Mas este livro ultrapassou meus limites.  Além disso, muita violência achei gratuita e sem sentido – me perdi com personagens que não me levaram a lugar nenhum (e que sumiram sem dizer para onde) e fatos que não me trouxeram informações relevantes para a trama central ou as secundárias (nem foram ilustrativos ou meramente educativos).  Aliás, não deu para separar muito bem qual era a trama principal e quais eram as secundárias.  Já coloquei o livro para troca no Skoob.

Mas, vamos à resenha:

A escritora irlandesa Alex Barclay criou uma gama de personagens que interagem no mundo dos policiais corruptos, na fragilidade de um casamento, numa pequena cidade da Irlanda, no submundo da prostituição e da pedofilia.

Uma família com problemas se depara com um perigo que surge dos ressentimentos do passado.

Um ano já se passou, desde que um rapto acabou com a morte de mãe e filha, nas ruas de Nova Iorque.  O detetive Joe Lucchesi sobrevive ao drama, deixa a polícia e muda-se com a mulher, Anna e o filho adolescente, Shaun, para uma cidadezinha à beira-mar, na Irlanda, no intuito de manter um casamento que está abalado, por conta de sua profissão.

Mas quando a namorada (Katie Lawson) do filho desaparece, e é encontrada morta, dias depois, Joe começa a suspeitar que o crime pode ter raízes em seu próprio passado recente – e que alguém o perseguiu até a Irlanda, num ato de vingança.

Um estranho na cidade, numa cultura que desconhece, e oficialmente fora da força policial, Joe tem de assistir com apreensão, os policiais locais, em suas tentativas de solucionar o assassinato da jovem.

Joe reage com fúria, quando seu filho torna-se o principal suspeito.

Foi interessante a refereferência às médicas legistas – Maura Isles ou Kay Scarpetta: “Todos ficaram observando como se, depois de cada movimento, houvesse uma chance de ela se virar e dizer: Prestem atenção, todos. O assasino é fulano de tal e vocês o encontrarão em…”

Foram muito esclarecedoras as informações sobre as moscas varejeiras: elas aparecem no corpo quase que imediatamente após a morte e põem em torno de 300 ovos seguindo direto para os orificios ou locais onde há ferimentos – sinistro!!!

Entretanto, voltando ao fato de não ter gostado do livro, aqui temos o personagem estereotipado do policial que atrapalha a investigação porque é arrogante demais ou porque é burro demais para perceber as possibilidades que Joe Lucchesi está apresentando.

Também, temos os dois vilões da estória: Duke Rawlins e Donald Riggs – personagens multidimensionais, se levarmos em conta seus anos de infância, contados com tintas bastante realistas, durante os quais podemos ver como tornaram-se sociopatas.

Booktrailer:

Alex Barclay fala de seu livro:

O amigo Skoober Claudio Schamis, também resenhou o livro, em05/07/2010 – Por várias vezes pensei em desistir do livro. Mas algo nele não me deixava desistir. Nem sei se foi o debate sobre o livro que fui participar no Encontro de Literatura Policial promovido pela Editora Bertrand, se foi o filme que se fez sobre o livro, se foi a capa (tem capas que vendem livros) e o lindo acabamento todo em vermelho das páginas e a própria diagramação sempre impecável da Bertrand ou tudo isso junto. A verdade é que no debate eu tinha lido apenas até a página 172 e boa parte do que foi debatido eu ainda não tinha visto no livro. Ou será que tinha? Minha dúvida é porque achei o livro confuso muitas vezes. Muitos nomes e uma troca de “núcleos” sem muito aviso prévio ou qualquer marcação. Voltei do debate com a missão de seguir firme. E assim fui. Certos acontecimentos começaram a surgir e a empolgar. Tanto que achei que se o livro começasse na página 220 estaria ótimo. A idéia da trama é ótima, o enredo é muito bom. Nem achei (como foi dito no debate) algumas cenas tão fortes assim e nem com requintes de detalhes. Aguentaria até mais um pouco. Ou muito mais que um pouco. Alex, a autora perdeu-se em alguns momentos que deixaram para mim o livro muito confuso e o final poderia ter sido um pouco mais sedutor.  Mas quem sabe não vem por ai uma continuação?    

Alex Barclay

Eve “Alex” Barclay (Dublin, Irlanda, 1974) – Barclay estudou jornalismo, mas deixou a carreira para se dedicar à literatura e escrever seu thriller de estréia, Darkhouse, o primeiro de dois romances em que o detetive Joe Lucchesi é o protagonista.  Seu segundo thriller, The Caller, foi lançado e 2007, e o terceiro, Last Call, em 2008. Ela ganhou o prêmio Ireland AM Crime Fiction Awarde o Irish Book Awards.

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