Memórias de um vendedor de mulheres (A pimp´s notes) – Giorgio Faletti

Publicado: 26 de janeiro de 2013 em Giorgio Faletti
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Editora: Intrínseca

“Na realidade, ninguém é amigo de ninguém, ne de si mesmo.” – Bravo

            Passado na Milão de 1978, quando o político Aldo Moro estava seqüestrado por um grupo de terroristas de esquerda, chamado de Brigadas Vermelhas, a classe AA continua a divertir-se em restaurantes luxuosos e boates proibidas.

            Bravo é misterioso e cínico.

Ele só revela seu verdadeiro nome e a estória de seu passado, nos momentos finais do livro.

Ele não é, exatamente, um mocinho – mas o leitor acaba torcendo por ele, já que parece ser o único que luta contra a sociedade corrupta da Itália dos anos 70, quando a justiça estava a venda pela maior oferta e os políticos, a polícia e a máfia, trabalhavam juntas.

Sua profissão é fornecer fantasias e fetiches para os ricos e depravados – um cafetão de luxo.

            Quando a misteriosa Carla entra em sua vida, o que começa como um romance clandestino, rapidamente se torna um pesadelo que irá transformar Bravo num homem procurado pela polícia, pelo crime organizado, pela máfia italiana, e até pela Brigada Vermelha, suspeito de vários assassinatos.

À medida que a eia a sua volta se aperta, Bravo será forçado a conforntar a violência dos tempos em que vive, com suas conexões no mundo político e no submundo do crime, que controlam a Itália contemporânea.

Bravo é envolvido com o crime de Milão e com os terroristas da Brigada Vermelha, que haviam seqüestrado e morto (na vida real) o primeiro ministro Aldo Moro.

“Eu não perco nem ganho. Eu sou somente o espectador que cuida de seus próprios negócios.” – Bravo

Com este livro, agora apresentado, Faletti ganhou a celebridade internacional como um escritor de thrillers psicológicos.

O primeiro thriller de Giorgio Faletti, Eu Mato (resenha no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/2011/01/22/eu-mato-giorgio-faletti/ ), tomou a Europa de assalto, vendendo milhões de cópias.

– Mas eu diria que ele está longe de bater a marca de meu querido Jonathan Kellerman, neste quesito (resenhas no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/jonathan-kellerman/).

Giorgio Faletti exagera nos clichês da literatura noir:

  • Um jogador no cassino tem um par de bolsas escuras sob seus olhos, do tamanho de uma xícara;
  • Um carro arranca na estrada, cantando pneus, deixando dez mil liras de borracha no asfalto e o som de dinheiro sendo gasto, no ar;
  • Carla tinha olhos feitos da madeira dourada da Árvore do Conhecimento do bem e do mal;

“Na realidade, ninguém é amigo de ninguém, ne de si mesmo.” – Bravo

Giorgio Faletti publicou Nienti di vero tranne gli occhi, Fuori da un evidente destino, Pochi inutili nascondigli e Io sono Dio – todos, best-sellers. Começou a compor e a cantar no Festival de Música de San Remo, e atuou em comédias como Notte Prima degli esami. Entusiasmado torcedor do Juventus, reside na ilha de Elba.
Giorgo Faletti se apresenta no Festival de Sanremo de 1994:
Outras resenhas de livros de Girgio Faletti, aqui no House of Thrillers:   https://houseofthrillers.wordpress.com/category/giorgio-faletti/

Grupo de discussão sobre o escritor, no portal Skoob: http://www.skoob.com.br/grupo/1330-giorgio-faletti

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