Suicidas – Raphael Montes

Publicado: 9 de fevereiro de 2013 em autores brasileiros, Raphael Montes
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                      Editora: Benvirá

Em clima de tensão, verdades e segredos inconvenientes, são revelados.

O que levou 9 jovens aparentemente sem problemas, a participar de uma roleta-russa?

Um ano depois do evento, uma nova pista ilumina o caso e as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que aconteceu.

Em clima de tensão, verdades são ditas: um diário, escrito em tempo real por um dos jovens, que narra os acontecimentos ocorridos durante a noite em que as mortes aconteceram.

Verdades e segredos inconvenientes são revelados.

Raphael Montes costura o texto de Suicidas, e envolve o leitor em seu livro de estréia, revelando a história de nove jovens que decidem morrer.

Suicidas foi revelado no 1º Prêmio Benvirá de Literatura 2010.

Denso, o texto prende o leitor, e aborda os conflitos da juventude que tem o mundo à frente, mas não sabe o que fazer com ele.  Cheio de reviravoltas, Suicidas é um ótimo livro de entretenimento.

Em 3 narrativas paralelas e alternadas, revelando a trama, aos poucos: o diário cotidiano de Alessandro; o diário em tempo real também de Alessandro encontrado no porão; e a reunião das mães dos adolescentes.

O autor escreve ricos diálogos, com pouco espaço para descrições – um pageturner.

O texto é visceral, intenso e violento – eu gosto disso, mas tenho uma ressalva: achei, na minha opinião, escatológico demais.  E olhem que meus olhos estão habituados aos cenários realísticos das heroínas dos livros de Karin Slaughter, Tess Gerritsen e Patrícia Cornwell – minhas queridas médicas legistas, Sara Linton, Maura Isles e Kay Scarpetta.

Raphael foi ousado, mas foi perfeito: esse ponto eu gostaria de destacar.  A cada mudança de estilo, o leitor é convidado a acelerar a leitura para chegar novamente na continuação de onde parou o capítulo anterior.

Em resumo, uma estréia de sucesso, para um escritor promissor.

No Brasil, a primeira narrativa policial de que se tem notícia foi O mistério.  Escrita a oito mãos por Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, a obra chegou ao mercado em capítulos pelo jornal A Folha em 1920.  Ou seja, apareceu 79 anos depois do lançamento do conto fundador do gênero, “The murders in the Rue Morgue”, de Edgar Allan Poe, no qual aparece Auguste Dupin, o arquétipo do que viria a ser o detetive moderno: “uma máquina de pensar, que a partir de vestígios, pistas, indícios, consegue, através de uma dedução lógica rigorosa, reconstruir uma história, um fato passado, e assim descobrir o(s) culpado(s)”.

link para o arquivo em PDF do livro, O Mistério:

 http://www.mafua.ufsc.br/numero16/obra_rara/o_misterio.pdf 

Seguindo a cronologia das publicações, O mistério surgiu 33 anos depois da criação do famoso Sherlock Holmes por Arthur Conan Doyle e no mesmo ano do lançamento de Hercule Poirot, o detetive idealizado pela “dama do crime” Agatha Christie.

De 1920 até os dias atuais registraram-se incursões brasileiras no gênero policial, porém, o volume da produção até a década de 1970 era relativamente modesto.

O cenário só se alterou a partir dos anos 1970, quando Rubem Fonseca despontou com seu estilo hard boiled –– uma reação realista à artificialidade do modelo clássico, na qual detetives atormentados por problemas com mulheres, bebidas e falta de dinheiro assumem o lugar dos gênios diletantes da narrativa tradicional.

No entanto, a grande mudança no panorama literário se fez sentir na década de 1990, quando o psicanalista e escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza apresentou ao público o detetive Espinosa.

Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Aos 10 anos, descobriu a literatura policial nos contos de Sir. Arthur Conan Doyle. Pouco depois, avançou para outros clássicos como Agatha Christie, Raymond Chandler e Dashiel Hammet.  A vontade de criar tramas policiais brasileiras também surgiu cedo, aos doze anos, com os contos Obsessão e A professora. Na época, os contos foram escritos em folhas de caderno e repassadas aos colegas de turma que, curiosos, pediram por mais.  A preferência por tramas complexas fez Raphael migrar do conto para o romance. Com 13 anos, ele iniciou sua primeira obra policial, Mera Ilusão. Finalizado após dois anos, o livro nunca foi publicado.  Elaborado entre o final do Ensino Médio e a entrada na faculdade de Direito, o romance policial Suicidas é o primeiro de um projeto do autor de escrever obras que mesclem e renovem os subgêneros do policial.  Pesquisador do gênero detetivesco, as suas principais influências são Patricia Highsmith e Agatha Christie. Dos contemporâneos, John Grisham e Dennis Lehane, além de autores da literatura em geral, como Machado de Assis, Italo Calvino e George Orwell.  Concluído aos 19 anos, o romance Suicidas foi finalista do Prêmio Benvirá de Literatura da Editora Saraiva. O livro faz parte da Série Negra do selo Benvirá, ao lado de diversos autores estrangeiros.  Atualmente, Raphael cursa o último ano da faculdade de Direito e escreve o seu próximo romance. Recentemente, foi convidado para organizar e editar uma série policial de autores nacionais.

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