The skeleton key – James Rollins – short story kindle edition – série Força Sigma

Publicado: 9 de março de 2013 em James Rollins
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Editora: Ballantine Books

Sigma Force

Este foi o meu primeiro e-book comprado e lido no aplicativo do Kindle de meu Androide, sem nenhum problema.

Devo dizer que li o conto no Kindle, em algumas horas, na ante-sala do dentista – apesar de serem poucas páginas – ler num Kindle não é das experiências mais fáceis, embora fascinante.

Pode-se marcar a página onde parou, marcar um texto interessante para comentar, fazer histórico e resenhar depois, compartilhar que você está lendo este livro com os amigos d o Facebook, pesquisar o significado de algum termo na Wikipedia, no Google ou num dicionário.

Pode, também escolher o tamanho da letra e a cor da página para facilitar sua leitura – prefiro em sépia.

Aos que estão desapontados com James Rollins, por publicar este conto como um e-book: você não precisa ter um Kindle para lê-lo.  Você pode baixar um Kindle applet gratuito para seu iPhone, iPad, Android (como é o meu caso) ou Blackberry.  Depois é só entrar na loja da Amazon, que vem dentro do app e comprar os e-books – comprei vários: da Tess Gerritsen, da Karin Slaughter, do Lee Child, e do Dean Koontz – todos contos baratinhos, a 2, e 3 dólares cada.  Mas podem ser comprados livros de 10 dólares também, como o último da Chelsea Cain, Night Season.  Lê-se como num Kindle, porém, na tela do tamanho do aparelho que você tem nas mãos.

Este foi o meu primeiro e-book comprado e lido no aplicativo do Kindle de meu Androide, sem nenhum problema.  Os e-books chegaram para ficar e os contos só ficam economicamente viáveis de serem publicados, atualmente, via e-book.  E James Rollins, um escritor tão aficcionado e atualizado com tecnologia.  Não deixe de ler só porque os tempos estão mudando.  Se eu consegui – você também consegue.  Importante: se estiver na dúvida, faça o download gratuito de uma amostra do livro, primeiro, antes de comprar o livro ou o conto todo.  Além disso – este conto será incluído na edição paperback do The Devil Colony, como bônus.

Eu devo admitir que adoro a Seichan – ela me fascina e me intriga.

Então – quando James Rollins avisou pelo twitter que estava lançando um conto em e-book com ela como protagonista, eu sabia que ia gostar.  E não me decepcionei!

Seichan ganha uma aventura própria, sem a Força Sigma – sem Gray Pierce, sem Painter Crowe – para ajudá-la – mas será que isso pode significar sua morte?  As decisões terão de ser tomadas por ela, sozinha…

No tempo, o conto segue os eventos de 2009, em The Doomsday Key, antes de The Devil Colony.  E a estória se passa num único dia!

A estória começa com a sensação de uma faca na garganta, como em todos os livros de Rollins, e a tensão continua até a última cena.

A bela assassina e minha vilã favorita, acorda num hotel em Paris (nada menos do que o Ritz), com um uma coleira eletrônica com um transmissor que controla sua localização e pode matá-la por controle remoto.

Junto com ela, um escocês adolescente magrelo que também usa o tal colar.

Seichan não se lembra de como chegou até aquele quarto e de quem a colocou lá com o tal rapaz.

Ambos tem de resgatar Gabriel Beaupre, o filho de um inimigo de Seichan, Dr. Claude Beaupre, um historiador membro da Guilda.  O rapaz caiu sob o domínio de Luc Vennard, um líder de uma dessas seitas apocalípticas que só se interessam por fama e fortuna – a Ordem do Templo Solar. 

Em troca de seus esforços para libertar seu filho, Beaupre fornece a Seichan, vários arquivos, anotações e documentos históricos relativos às raízes da Guilda na história americana.

A Ordem do Templo Solar é uma sociedade secreta baseada no mito moderno da existência dos Cavalieros Templários. A OTS foi iniciada por Joseph Di Mambro e Luc Jouret, em 1984, em Genebra.  O objetivo da Ordem do Templo Solar incluia: criação de “noções corretas de autoridade e poder no mundo”, uma afirmação do primado espiritual sobre o temporal, ajudar a humanidade através de uma grande “transição”, preparando-a para a segunda vinda de Jesus, como um rei-deus solar, e promover a unificação de todas as igrejas cristãs e o islamismo. O grupo tirou a inspiração para alguns de seus ensinamentos do ocultista britânico Aleister Crowley, que liderou a Golden Dawn. As atividades do Templo eram uma mistura de início do cristianismo protestante e da filosofia New Age, utilizando diversos rituais maçônicos adaptados. Jouret estava interessado em membros ricos e influentes, e vários europeus abastados eram membros secretos do grupo.  Ninguém sabe ao certo quantos dos membros da Ordem participaram de suicídios coletivos; e especula-se que alguns foram mortos.

Enquanto tenta se lembrar dos últimos acontecimentos, podemos ter alguns vislumbres dos primeiros anos da vida de Seichan – e sua transformação na assassina da Guilda e posterior remissão através da força Sigma.

Seichan é uma assassina como poucas, treinada peara ser a melhor do mundo.  Mas ela traiu a Guilda e sua vida não vale mais nada.  Só lhe resta a Força Sigma e continuar fugindo. Embora você nunca saiba, realmente, o que Seichan vai fazer, no minuto seguinte… – e este é o seu charme.

Para sobreviver, ela tem de se aventurar no obscuro submundo da cidade das luzes, nas catacumbas de Paris, numa área chamada Cidade dos Mortos, usando o conhecimento de seu mais novo melhor amigo, cuja namorada foi raptada pelo líder da tal seita.

O rapaz escocês é um cataphile (explorador urbano – que passa seu tempo livre garimpando pelas catacumbas) tem o mapa das catacumbas tatuado em suas costas.

Em 1786, os cemitérios de Paris tornaram-se superlotados, e uma ameaça à saúde e saneamento. Um novo lugar para guardar os mortos acumulados em Paris precisava ser encontrado. Felizmente, centenas de quilômetros de antigas pedreiras de calcário, algumas que datam dos tempos do Império Romano, se estendiam sob os arredores da cidade. O Rei Luís XVI ordenou que os ossos se mudassem para essas pedreiras, num processo que demorou cerca de dois anos. No final, os restos de cerca de seis milhões de pessoas acabaram no que ficou conhecido como as catacumbas, onde permanecem até hoje.

Uma parte das catacumbas é aberta aos turistas, mas a maior parte do labirinto subterrâneo permanece oficialmente fora dos limites. Isso não impediu gerações de entusiastas cataphiles (“Amantes de catacumbas”) de exploração, mapeamento e festas nos túneis, pelo menos desde a década de 1970. Evitando os policiais que patrulham o metrô, uma próspera subcultura acontece nas catacumbas, assim como a Resistência Francesa fez na Segunda Guerra Mundial. Graffitis da Revolução Francesa adornam os túneis, assim como paredes de crânios e ossos humanos.

Gente – fizeram isso mesmo? – seis milhões de corpos (de Reis Merovíngios ao povaréu comum) jogados nas catacumbas do submundo de Paris – 3 vezes a população da cidade superior?  10 andares de galerias e câmaras, no subsolo.

Entre dois inimigos, entre montanhas de ossos e explosivos, ela tenta lutar por sua vida… enquanto o tempo conta em direção ao apocalipse!

Ao final, a única esperança para o mundo pode ser uma grande traição!  Esperta a minha Seichan…

Impressa na capa dos arquivos, estava a imagem de uma águia – o selo dos Estados Unidos – mas o que isso tem com a Guilda? Só saberemos lendo o próximo livro (de papel), The Devil´s Colony – que eu já tenho, mas ainda não li.

No fim, como bônus, são oferecidas 70 páginas iniciais desse próximo livro de James Rollins,  onde o presente conto The skeleton key, tem um papel importante.

Agora – eu sou meio chata com isso: eu não leio essas antecipações ao final dos livros – prefiro o volume fresquinho em minhas mãos.  Quer dizer: é como resistir a uma sobremesa favorita.  Eu até possuo bastante força de vontade mas… não sou feita de pedra… um dia a casa cai…

Como sempre, Rollins mistura fatos históricos e informações geográficas, com sua ficção de aventura, de uma forma leve e agradável.  É sempre muito bom ler as notas de rodapé – assim como as informações sobre o que é verdadeiro ou falso, ao final do livro.

Com ele, as aventuras acontecem de forma rápida e grandiosa: ler as estórias da Força Sigma, para mim, é como ficar sentada numa poltrona confortável, com alguém administrando adrenalina diretamente na veia. O ritmo é frenético – a tecnologia é estonteante e os personagens pulam das páginas para sua mente – seja em grandes livros, seja em contos curtos como esse.

Mas… só não entendi bem uma coisa: se ela podia desarmar a tal coleira tão facilmente, porque correr tantos riscos?  Vai entender… licença poética.

Tenho necessidade de expressar a minha admiração pelo escritor.  Aventureiro (alpinista, espeleólogo e mergulhador) por hobby, faz um belíssimo trabalho de pesquisa histórica, científica e política, a cada volume de suas obras literárias. Nascido em Chicago, James é um graduado da Universidade de Missouri em Columbia, em 1985, com um doutorado (DVM) em medicina veterinária. Seu trabalho de graduação é focado em biologia evolutiva. Posteriormente, mudou-se para Sacramento, Califórnia, onde exerce a sua profissão como um médico veterinário.

Outras resenhas de livros de James Rollins, aqui no House of Thrillers:  https://houseofthrillers.wordpress.com/category/james-rollins/

Acompanhe o escritor James Rollins: http://www.jamesrollins.com/ Para os interessados – ele responde às mensagens que enviamos – pelo menos, as minhas, tem respondido sempre.

Twitter: @james rollins http://twitter.com/#!/jamesrollins

Grupo de discussão sobre a Força Sigma, no portal Skoob: http://www.skoob.com.br/grupo/100-forca-sigma

Conversa entre a autora do blog, Lili Machado e o escritor James Rollins, no Twitter:

“Please tell me what is the real first one, that was not published here.” – Lili Machado
 “If you are referring to the Sigma series: SandStorm is the prequel to Sigma and Map of Bones is the first of the series.” – James Rollins, em 15 de agosto de 2010
 
Elogio ao blog House of Thrillers:  That is a great looking blog! I like the background graphic. Nice job too.” – James Rollins, em 2 de maio de 2011
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