A máscara do faraó (The mask of Akhenaten) – Robert Silverberg

Publicado: 23 de março de 2013 em Autores que não são escritores de Thrillers, Robert Silverberg
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A_MASCARA_DO_FARAO_1248625021PEditora: MacMillan

                        Silverberg traz à vida, um dos fundadores do mundo moderno, o primeiro idealista, o líder de seu povo na doração de um só Deus: Aton

Esse livro infanto-juvenil trata de uma ficção policial acontecida durante uma expedição arqueológica no Egito, que resultou na descoberta do túmulo de Akhenaton ou Amenófis IV.

Importante: A tumba de Akhenaton ainda não foi, realmente, descoberta.

            Eu sei… Robert Silverberg é um escritor de ficção científica… mas ele também escreveu outros gêneros, inclusive o livro “The Rebel Pharaoh”.

O autor tece a trama de um roubo ousado, cometido em meio às atividades arqueológicas e a curiosidade dos turistas.

Silverberg apresenta seus profundos conhecimentos sobre a história do Egito antigo, para contar-nos da descoberta de importantíssima relíquia histórica – a máscara mortuária de Akhenaton.

Do Cairo, até a Núbia, onde arqueólogos de diversas nacionalidades tentam salvar o que resta de um passado glorioso, condenado ao desaparecimento, pelas águas da Represa de Assuã, o leitor poderá seguir Tom e Dave Lloyd em uma viagem que culmina no desaparecimento da máscara do faraó, de sua tumba recém descoberta.

Em A máscara do faraó, Silverberg traz à vida, um dos fundadores do mundo moderno, o primeiro idealista, o líder de seu povo na doração de um só Deus: Aton.

Akhenaton (ou Amenófis IV), foi um faraó da XVIII dinastia, que instituiu uma religião monoteísta entre os egípcios, numa tentativa de retirar o poder político das mãos dos sacerdotes de Amon.  O próprio faraó era o único representante e mediador dessa divindade. Era filho da rainha Tii e de Amenófis III, e pai de Tutankamon.  Foi casado com a formosa Nefertiti, com quem teve 6 filhas.

No ano 5 do seu reinado, o jovem rei decidiu mudar de nome. De Amen-hotep, nome que significa “Amon está satisfeito” muda para Akhenaton o que significa “o espírito atuante de Aton.

No ano 6, Akhenaton decide abandonar Tebas para fundar uma nova cidade dedicada a Aton. O local escolhido situa-se entre Mênfis e Tebas, na margem direita do Nilo e recebeu o nome de Tel–el-Amarna.

A arte oficial apresenta o rei com uma fisionomia andrógina, com um crãnio alongado, lábios grossos, ancas largas e ventre proeminente.  Acreditava-se que Akhenton era portador de algum tipo de deficiência ou doença genética rara que transmitiu aos seus descendentes.

Atribui-se a Akhenaton, talentos na poesia. O faraó teria sido autor do famoso “Hino a Aton” que apresenta semelhanças com o Salmo 104 da Biblia.

Não se sabe ao certo sobre a morte de Akhenaton, a não ser que faleceu no 17.º ano de seu reinado. Suspeita-se que tenha sido assassinado a mando dos sacerdotes, prejudicados por sua administração austera.

Um último detalhe: a cidade do Cairo tem esse nome porque os árabes, 1.000 anos depois de conquistarem o Egito, a fundaram como “El Qahra” – A Vitoriosa”.  Mas os egípcios acharam mais fácil de pronunciar Cairo.

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