T is for TRESPASS – Sue Grafton – The Alphabet Novels

Publicado: 6 de abril de 2013 em Sue Grafton
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Editora: Penguin Group

 

Sue Grafton nos leva ao território mais sombrio que Kinsey Millhone jamais esteve .

 

Tresspass = uma transgressão da lei, que involve nossas obrigações para com Deus e para com os próximos; uma violação de leis morais; uma ofensa; um pecado. (Webster´s Dictionary).

Sue Grafton nos leva ao território mais sombrio que Kinsey Millhone jamais esteve. – isso me lembra a famosa frase de abertura de Star Trek: “Where no one has gone before!”.

Ela nos leva ao horror que pode existir nas coisas mais simples da vida, no confronto com forças do mal – e que pensamos que conhecemos.  O resultado é aterrorizante.

Alterna capítulos escritos como Kinsey, por outros escritos como Solana Rojas, uma sociopata sem remorso, vinda de uma família socialmente doente, cujo nome verdadeiro é outro, e que se apodera do nome, vida e profissão de outra mulher, que dá a ela, acesso ao emprego de acompanhante de senhores e senhoras doentes terminais e, coincidentemente, muito ricos.

O texto lida com abuso de idosos, instituições que deveriam cuidar dos mais velhos e dependentes – problemas cada vez mais recorrentes na nossa realidade social.

O livro é repleto de tramas menores paralelas, algumas involvendo seus vizinhos (como Henry) e amigos – uma espécie de marca registrada de Sue Grafton.

Kinsey é contratada por uma sobrinha distante, do velho Gus, para levantar os dados básicos de referência da pretendente ao cargo de acompanheante/enfermeirak, Solana Rojas.  E ela o faz, apenas superficialmente, como lhe fora solicitado.  – se tivesse cavado mais profundamente…

“O que eu não tinha como saber era que estava, sem querer, colocando uma corda ao redor do pescoço de Gus Vronsky.” – Kinsey Millhone

A guerra entre Kinsey e Solana chega a planos muito esquisitos, como o uso de tarântulas, ameaças de espancamento e de atropelamento.  Solana chega a invadir a casa e o quarto de Kinsey, somente para aterrorizá-la, sem nada falar.

O suspense é se Kinsey conseguirá descobrir toda a trama, a tempo de intervir e salvar seu idoso vizinho, que não dispõe de parentes que se habilitem a cuidar dele.

Esse livro (uma edição em large print, para os ceguetas como eu) me foi dado como herança da irmã de meu sogro, dona de vasta biblioteca, em Almira, no estado de Washington, nos EUA – Thanks Joyce Hansen.

Kinsey Millhone é uma detetive particular, trintona, 2 vezes divorciada, que não bebe demais, não fuma demais, não usa drogas – na verdade, alguém muito comum, com todos os altos e baixos que os meros mortais tem de passar na vida e um extraordinário senso de humor.

Kinsey Millhone montou sua agência, num bairro calmo da cidade de Santa Teresa, na Califórnia. Com pouquíssimos móveis e objetos menos ainda, um número bem restrito de amigos fiéis e aparente falta de sensibilidade, tem uma tendência a se apegar a causas perdidas e animais abandonados. E essa simplicidade toda é a sua força – excepcionalmente, uma tarde/noite com um namorado novo, e logo volta ao foco de seu trabalho.

Você não precisa ler a coleção na ordem – cada livro tem um bom pano de fundo para esclarecer suas dúvidas.  A trama é bem complexa – ela usa, inclusive, várias tramas secundárias e paralelas que, ao final, acabam dando luz à trama principal.

O livro é divertido e faz com que você queira ler mais – Kinsey Millhome vicia! 

Mas tenho de avisar aos amigos leitores: o alfabeto está quase terminando, na verdade – já foi lançado até a letra U (no Brasil: A, B, C, D, E e… R – estranho… cadê as outras letras?).

Além disso, seus fans devem estar se perguntando: “O que vai acontecer com Kinsey Millhone quando Sue Grafton chegar ao final do alfabeto?”

entrevista com Sue Grafton:

Sue Grafton

Sue Taylor Grafton nasceu no Kentucky, Estados Unidos da América. Sue licenciou-se em Literatura Inglesa pela Universidade de Louisville e  1961.  Em 1973 mudou-se para Hollywood onde escreveu argumentos para filmes e séries de televisão. Foi distinguida com um Christopher Award em 1979 por Walking Through The Fire. Ainda em Hollywood escreveu Sex and the Single Parent, Mark, I Love You e Nurse. Em 1982 iniciou a série de livros que a tornaria mais conhecida. Trata-se de histórias policiais cujos título se iniciam com as letras consecutivas do abecedário, daí a série ser conhecida como “The Alphabet Novels”. Em 2004, Sue Grafton recebeu o Ross Macdonald Literary Award, concedido a “uma escritora cuja obra eleva os padrões da excelência literária.  Atualmente, vive em Montecito, California e em Luisville, no Kentucky.

 

Outras resenhas de livros de Sue Grafton, aqui no House of Thrillers:  https://houseofthrillers.wordpress.com/category/sue-grafton/

 

Acompanhe a escritora Sue Grafton: www.suegrafton.com

Facebook: http://www.facebook.com/SueGrafton?ref=ts&sk=wall

The Alphabet Novels: 

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