O código dos justos (The righteous men) – Sam Bourne

Publicado: 20 de abril de 2013 em Sam Bourne
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51OeSGGIQrL__BO2,204,203,200_PIsitb-sticker-arrow-click,TopRight,35,-76_AA300_SH20_OU01_O_CODIGO_DOS_JUSTOS_1255629831PEditora: Record

“Já li alguma coisa parecida… e vocês?”

Gostei logo do inicio livro – o protagonista Will Monroe, repórter do New York Times,  mora em Spokane, no estado de Washington, mesma cidadezinha onde mora a minha sogra, Vitória.

Bom, vamos ao enredo deste thriller de conspiração religiosa:

O fim do mundo está chegando!

Dois assassinos: um,  nas ruas de Nova Yorque e outro nas florestas de Montana.  Uma série de mortes acontece: da Índia às praias de Cape Town.  Sem aparente conexão, porém os dois tinham um segredo…

A vítima de Nova Yorque era um cafetão morto a facadas, que tinha um coração de ouro (A righteous man – título do livro em inglês).

A bela esposa de Will, Beth, é raptada por homens que parecem ser assassinos sem piedade, e sem motivo.  Como não pode avisar a polícia ele resolve investigar seu paradeiro sozinho.

Com as mortes se sucedendo, o tempo se esvai…

Desesperado, Will segue uma trilha que leva a uma seita hassídica misteriosa de seguidores de uma fé milenar, com sede em Crown Heights, no Brooklyn.  Ele terá de vagar através de múltiplas camadas de misticismo e profecias antigas, descobrindo pistas escondidas na Bíblia, até descobrir um segredo de milênios, do qual o destino da humanidade depende para impedir o Armagedom….

– Já li alguma coisa parecida… e vocês?

Com os membros da seita, Will ouve, pela primeira vez, a lenda judaica dos 36 homens de bem cujos atos permitem que o resto da humanidade sobreviva – e descobre porque todos eles estão sendo mortos.

O_ACERTO_FINAL_1273683875PEste é o primeiro thriller de Sam Bourne, pseudônimo do escritor Jonathan Freedland.  Já lemos, anteriormente, O acerto final – que é muuuuuuuito bom (resenha no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/2011/06/25/o-acerto-final-the-final-reckoning-sam-bourne/ ) – parece que ele melhorou muito seu estilo, depois desse primeiro livro.

Este foi um dos thrillers mais fracos e desinteressantes que li nos últimos meses.

As pistas e códigos são bastante chatas – na boa!

Os dizeres, citações e provérbios que alguém  manda por SMS para o celular de Will, são uma coisa horrível de idiotas…

Clichês puros…

Que fim levaram os dizeres cifrados ou códigos encriptografados das boas tramas de sustpense?

Tipo: Pra frente é que se anda, A dúvida é o principio da sabedoria, A felicidade não bate duas vezes à mesma porta, Um amigo em necessidade é um amigo de verdade, Ao vitorioso os despojos, As parências enganam, Diga-me com quem andas e te direi quem és, O grande carvalho brota da pequeia bolota, Uma corrente não é mais forte que elo mais fraco, Os números não mentem jamais…

Tii_cover_PORT menorTodo mundo continua esperando o segundo advento – esperam que seu líder religioso revele a si mesmo, se erga dos mortos e lhes diga que tudo vai ficar bem.  (Se desejar ler mais sobre o tema; leia os 4 últimos capítulos de meu livro: Tii, a saga de uma alma imortal.  (http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/WF2_BookDetails.aspx?filesFolder=N1346779068464).

Mais um livro que menciona o Brasil como um destino de sonhos – bons ou ruins.  E neste, um dos alvos do assassino fanático reliogioso vive no Morro de Dona Marta, no Rio de Janeiro.  Pelo menos o escritor descreveu o cenário de uma favela carioca, com tintas bem reais e verdadeiras.

Ôoopa! Até que enfim alguma coisa interessante: a árvore da vida da Cabala.

Pelo menos a protagonista é fã de Vermeer – uma coisa boa ela tem, né?

Interessante: o demônio tzaddik não domestica sua alma animal.  Ele a transforma numa força para o bem.

Até o protagonista tem um comportamento que não combina com seu status de mocinho: enquanto a mulher está sequestrada, ele se volta para a ex-namorada.  Depois, fica se martirizando por isso – e nós, leitores, também.

Ao final do livro, o autor coloca algumas questões que realmente são verdadeiras.  Não são ficção.

  • Os 36 indivíduos cuja virtude sustenta o mundo, qual a imagem do gigante Atlas, é uma tradição judaica.
  • A estória do cafetão que vende seus bens todos para ajudar uma mulher a pagar a fiança do marido preso, aparece  no Talmude palestino e remonta ao século III.
  • A câmara dos segredos da vítima do Haiti, existiu no Templo de Salomão em Jerusalém de 953 a.C. – o ato de doação não deve acarretar glória nem humilhação para os envolvidos.
  • A comunidade hassídica de Crown Heights realmente existe e ainda deplora a perda de seu rabino anos atrás.
  • Por fim a teologia da substituição e o superssionismo não são invenções – segue o link para o verbete da Wikipedia sobre o tema. http://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia_da_substitui%C3%A7%C3%A3o .
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