The Devil Colony – James Rollins – série Força Sigma 7

Publicado: 13 de julho de 2013 em James Rollins
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THE_DEVIL_COLONY_1306038894P“O problema não é se o supervulcão irá entrar em erupção; e sim, quando.” – James Rollins

                        Num misto de rica imaginação e pesquisa detalhada, o livro pretende responder a uma inquietante pergunta para os norte-americanos: A fundação dos Estados Unidos da América poderia ser baseada numa mentira?  A história americana tem sido manipulada desde a fundação das 13 colônias?

A resposta chocante permanece escondida nas ruinas de uma 14ª colônia perdida no tempo e amaldiçoada ao esquecimento.  Um lugar conhecido somente como A Colônia do Diabo (The Devil Colony).

A estória começa com uma estranha descoberta nas Montanhas Rochosas: centenas de corpos mumificados, que atraem a atenção do mundo e causam uma tremenda controvérsia, já que os corpos eram de pele branca.  Também, um crânio de tigre de dentes de sabre, banhado a ouro.

Apesar das dúvidas sobre a origem das tais múmias, os nativos norte-americanos reclamam os restos pré-históricos e os estranhos artefatos encontrados na mesma caverna: placas de ouro com inscrições ainda desconhecidas – a possivel origem do Livro dos Mórmons.

Durante protestos no local da descoberta, uma antropóloga morre de forma horrível, queimada até os ossos numa explosão bem em frente das câmeras de televisão.

419291_10150602117478229_21898023228_9215588_26010055_nTodas as evidências apontam para um grupo radical de índios norte-americanos, incluindo uma militante adolescente, Kai Quocheets, que foge do local com uma prova vital sobre o assassinato da anropóloga.  Ela apela para a única pessoa que a pode ajudar: seu tio Painter Crowe, Diretor da nossa velha conhecida Força Sigma, que, como todos os leitores já sabem, é um exército secreto composto de militares/cientistas (resenhas no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/?s=for%C3%A7a+sigma ).

Para proteger sua sobrinha e descobrir o que realmente aconteceu, Painter Crowe vai começar uma guerra entre as forças mais poderosas do país, dos picos vulcânicos da Islândia, ao depósito de ouro do Forte Knox, onde é encontrado um mapa escondido por Thomas Jefferson, séculos atrás.

E ainda, para piorar, uma grande ameaça se assombra, à medida que uma reação em cadeia se inicia – uma fissura geológica que ameaça com supervulcões e terremotos, toda a costa oeste dos EUA.

Painter junta forças com o professor Henry Kanosh, um historiador nativo – estudante dos tais índios brancos: o Povo da Estrela da Manhã (Tawtsee’unsaw Pootseev), que também poderiam ter sido os nefitas, uma das tribos perdidas de Israel que, de acordo com o Livro dos Mórmons, vieram para a América do Norte por volta de 600 a.C..

Também somos apresentados a Rafael Saint Germain, um aristocrata francês e de alto posto na Guilda.

Gray Pierce, Monk Kokkalis e Seichan seguem uma trilha histórica aberta pelo lendário explorador Meriwether Lewis (da famosa expedição “Lewis and Clark”) e Fortescue Archard, um cientista francês do século XVIII. Ambos, ao que parece, trabalhando em nome de Thomas Jefferson para proteger os segredos dos Pootseev Tawtsee’unsaw de seus inimigos.

Meriwether Lewis (1774-1809) ajudou a desbravar o oeste americano, mas morreu sob circunstâncias misteriosas apenas três anos mais tarde. Em 1803, em nome do presidente Thomas Jefferson, Lewis e William Clark, lideraram uma expedição histórica e transcontinental, até o Pacífico. A expedição Lewis e Clark forneceu informações sobre a flora do continente, a fauna, geografia e povos nativos. A viagem levou dois anos, quatro meses e dez dias.  Por seus esforços, Lewis foi nomeado governador do território da Louisiana. Em 1809, a caminho de Washington DC, Lewis foi encontrado com ferimentos de bala na cabeça. A controvérsia envolve a sua morte até hoje.

Um cenário mais amplo sobre a Guilda começa a se delinear. Rafe revela que a organização é liderada por uma única antiga família: “a verdadeira Bloodline” (título do próximo volume da série – resenha em breve), que remonta a milênios. Essa familia poderosa fora também conhecida como “A família Star” (famillle de l’Etoile). De acordo com Rafe, a Guilda é “o segredo de todas as sociedades secretas.”
E esse segredo está ligado ao nascimento da América – tema do próximo livro da Força Sigma – The Bloodline (resenha em breve).

Com o tempo se esgotando, a Força Sigma deve se juntar em aliança com a Guilda, para encontrar “Colônia do Diabo” antes do fim do mundo chegar…

Neste livro, Monk sobrevive para ver o nascimento de sua segunda filha, Harriet – um evento que o faz repensar seu futuro com a Força Sigma.

O Comandante Gray sofre uma perda pessoal devastadora para o Alzheimer, que o aproxima de Seichan – onde está Rachel Verona uma hora dessas?

Mas os leitores fãs da personagem Seichan podem se alegrar – ela tem uma grande participação na trama e sua caracterização sofre enormes transformações. Seichan sempre foi a minha favorita – ela me fascina e me intriga. E não me decepcionei!

Minha edição é uma brochura com fonte 14 (Large Print) – deliciosamente fácil de ser lido.

Gosto quando o livro de aventura, traz mapas – e esse nos apresenta a região do oeste americano, em especial o Parque Yellowstone.

Postcard 8810 - Old Faithful In Lobby; Frank J Haynes; No dateNa foto ao lado, o Old Faithfull Inn, hotel dentro do Parque, mencionado no livro – em 2009 fui a um resort da Disney chamado Fort Wilderness que é cuspido e escarrado o Old Faithfull Inn – tem gêiser e tudo!

Esse é o dom de James Rollins: ver o mundo através de lentes coloridas – descobrir maravilhas nos lugares e coisas mais improváveis e manter coesa uma longa lista de temas fascinantes e, ao mesmo tempo, díspares.

CHOQUE DE REALIDADE, de acordo com o Guia de leitura do livro, recentemente disponibilizado pelo escritor:

Tema científico principal – nanotecnologia – exemplo fácil de se entender: para entender alguma coisa tão pequena, veja o ponto ao fim desta frase. Vestígios históricos de nanotecnologia – o aço de Damasco e vidros medievais.

“Are you suggesting these medieval sword makers were capable of manipulatins matter at the atomic level, that they´d cracked the nanotech code way back in the Middle Ages?” – Painter Crowe

SOLO_SAGRADO_1251592032PSobre os tais índios de pele clara e de olhos azuis: O povo pré-histórico que nós chamamos de Anasazi habitou a região do Arizona, Novo México e Colorado. “Anasazi” é uma palavra em navajo que pode significar  “Antigos” ou “antigo inimigo”. O nome foi adotado pelos arqueólogos modernos em 1927. Os Anasazi são conhecidos por suas monumentais moradias escavadas em penhascos; e pela forma como abandonaram seus assentamentos, deixando para trás imponentes ruínas em locais tais como Chaco Canyon, no Novo México e Mesa Verde, no Colorado. Por que exatamente os Anasazi “desapareceram” ainda não está claro – há evidências de guerras, revolução religiosa, e até mesmo canibalismo. Para saber um pouco mais sobre o tema, leiam Solo sagrado, de Barbara Wood – é um livro belíssimo e muito esclarecedor (resenha no Skoob: http://www.skoob.com.br/estante/livro/968815 ). “With those deaths, all who had knowledge of the Great Elixir and the Pale Indians have pass´d into the hands of Providence” – Benjamim Franklin

O Alphabet of the Magi foi um alfabeto inventado por Theophrastus Bombastus von Hohenheim (conhecido como Paracelsus), com o propósito de gravar os nomes dos anjos, em talimãs.  Para fazer download e usar em ilustrações: http://www.afternight.com/runes/runes5.htm – fontes de diversos alfabetos antigos.

220px-Livro_de_Mormon_1981_SPO livro dos Mórmons – veio da tradução de uma língua há muito perdida, o “Egípcio reformado”gravada em placas de ouro e encontradas por Joseph Smith – o fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias .  Suas palavras, foram resumidas por um profeta-historiador chamado Mórmon. O registro contém um relato de duas grandes civilizações. Uma veio de Jerusalém no ano 600 a.C. e posteriormente se dividiu em duas nações, conhecidas como nefitas e Iamanitas. A outra veio muito antes, quando o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel. Este grupo é conhecido como jareditas. Milhares de anos depois (segundo a obra) foram todos destruídos, exceto os lamanitas, que (de acordo com a obra) são os principais antepassados dos índios americanos”.  Moroni, filho de Mórmon, recebeu essas placas e acrescentou nas mesmas o seu próprio registro, e ocultou-as segundo orientação que acreditava ser divina.  Na narrativa de Joseph Smith, o restaurador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias, Moroni instrui-o a respeito do antigo registro e da tradução que seria feita para o inglês. Smith também conta que quatro anos mais tarde as placas finalmente lhe foram entregues, traduzindo-as em seguida, acreditando ter auxílio divino.

Reúne as crenças dos Mórmons com a moderna ciência genética: http://maxwellinstitute.byu.edu/publications/jbms/?vol=12&num=1&id=314

Coincidências entre o Hebreu e as línguas nativas norte-americanas – http://maxwellinstitute.byu.edu/publications/jbms/?vol=9&num=2&id=228

Morro da serpente – Os primeiros vestígios humanos na Califórnia, datam de 43.000 anos a.C. Acredita-se que o homem chegou à América, vindo pelo Estreito de Bhering, antes da última glaciação do Canadá.   Podemos deduzir que suas religiões era xamânicas, baseadas no culto dos espíritos, sendo os sacerdotes, os elementos de ligação entre as pessoas comuns e o mundo espiritual, através do fenômeno do transe. Durante o século XIX, os americanos ficaram perplexos, devido ao grande número de montanhas artificiais espalhadas pelos Estados Unidos.  Em 1894, o Morro da Serpente, em Ohio e o resto de milhares de outros aterros semelhantes, provaram a complexidade das práticas religiosas e funerárias das primeiras sociedades nativas americanas.

Como se nota, a serpente não é visível ao nível do solo.  Hoje, os visitantes podem subir numa torre para ver sua forma real.  O rabo da serpente é espiralado, na forma conhecida em todo o mundo, como o símbolo de forças telúricas sagradas.  Isso sugere que eles também adoravam a terra como a Grande-Mãe.  O morro tem 366 metros de comprimento e cerca de 1,5 metros de altura. Quem construiu o Morro da Serpente? O mais provável é que tenha sido o povo adena, que existiu do século VI a.C. Os adenas, cujos restos foram encontrados na área, viviam da caça e da colheita. A evolução desse povo deu origem aos hopewell, mercadores que viajavam dos Grandes Lagos para o Mississipi, requisitados artistas e artesãos.  Seu comércio estava ligado á demanda de artefatos fúnebres de luxo.  Eles sepultavam seus mortos com ornamentos complicados, jóias, cerâmicas e pequenas figuras de barro, do falecido. 

Wupatki – Anaasazi Bikin – No século XII d.C. o povo anasazi foi o maior construtor entre os indígenas da América do Norte, tendo erigido suas extraordinárias aldeias por todo o sudoeste.  O ápice de sua arte, expressa-se em Pueblo Bonito, no Cânion Chaco, no Novo México.  Esse complexo ergue-se, em alguns pontos, em até 5 andares, com seus 800 aposentos ocupando uma área de 1.200 hectares.  Suas espessas paredes são feitas de blocos irregulares de arenito, com passagens modulares entre salas contíguas e fileiras de troncos, sustentando o piso superior.  A vida espiritual dos anasazi concentrava-se em câmaras circulares escavadas, chamadas kivas, que simbolizavam o útero da mãe-terra.  Nas kivas, os espíritos da Terra eram chamados a abençoar o povo. Pueblo Bonito era um imóvel-aldeia.  O primeiro dos grandes imóveis norte-americanos.  Nas suas divisões, vivia uma população de agricultores e de artesãos.  Em Pueblo Bonito havia 37 kivas subterrâneas, que, segundo estudos atuais, possuem alto nível de radiação.  Fragmentos da exclusiva cerâmica branco-e-preta dessa tribo ainda podem ser encontrados no local. O Cânion Chaco foi a morada desse povo, que ali viveu até o século XII d.C. As casas, similares a modernos prédios de apartamentos, foram entalhadas nas rochas, com a ajuda de machados de pedra, o que os classifica como povo da Idade da Pedra.  Sua cultura deu origem aos índios hopi.

wp_the_devil_colony_1024Entrevista com James Rollins

Q: There are some pretty fantastic settings in The Devil Colony, all pretty much right here in the good ol’ US of A. Was it nice to be able to set a book mainly in America? Were you able to visit the stunning locations in the book, such as the Arizona desert and the Rocky Mountains?

Rollins: I had great fun researching this novel set in my own backyard (so to speak). For the past decade, I’ve been fielding questions from readers about setting a Sigma novel within the United States. But I knew it had to be the perfect story, a novel thrilling enough to justify coming home. I’ve been searching for that story for about five years, and when I finally discovered it, the book still took me a full two years to write. It’s one of the biggest and most shocking of my novels. It took me trekking across the country and back, from Washington, D.C. and FortKnox out east, to Salt Lake City and YellowstoneNational Park out west. I interviewed Mormon scholars, read scientific and historical abstract, and studied ancient petroglyphs. It is a story never told—but one that needs to be finally revealed after two hundred years of secrets.

Q: Thomas Jefferson—while he never appears in this story—plays a significant role. Why Thomas Jefferson? What intrigues you about him?

Rollins: Everyone knows Thomas Jefferson as the architect of the Declaration of Independence. Volumes have been written about the man over the past two centuries, but of all the founding fathers of America, he remains to this day wrapped in mystery and contradictions. He was both politician and scientist.  For instance, it was only in 2007 that a coded letter, buried in his papers, was finally cracked and deciphered. It was sent to Jefferson in 1801 by a colleague who shared a passion for secret codes. Jefferson was fascinated to the point of fixation on Native American culture and history. At his home in Monticello, he put together a collection of tribal artifacts that was said to rival museums of the day (a collection that mysteriously disappeared after his death). Many of these Indian relics were sent to him by Lewis and Clark during their famed expedition across America. But what many don’t know is that Jefferson sent a secret message to Congress in 1803 concerning Lewis and Clark’s expedition. It revealed the true hidden purpose behind the journey across the West. In The Devil Colony, you’ll learn that purpose—and so much more about the founding of America. And it has nothing to do with freemasons, Knights Templar, or crackpot theories. The truth is as illuminating as it is disturbing.

Q: Your books often include high-concept scientific theory. While not wanting to spill any secrets about the plot of The Devil Colony, what are some of the breaking-news scientific concepts laced through the pages of this book?

Rollins: The science in this novel addresses the next big leap in scientific research and industry. It can be summarized in one word: Nanotechnology. In a nutshell, it means manufacturing at the atomic level, at a level of one billionth of a meter. The nanotech industry is exploding. It is estimated that this year alone $70 billion worth of nanotech products will be sold in the U.S. alone: toothpaste, sunscreen, cake icing, teething rings, running socks, cosmetics, and medicines.

What’s the downside of such a growth industry? These nanoparticles can cause illness, even death. It’s a new and wild frontier. There is presently no requirement for the labeling of nano-goods, no required safety studies of products containing nanoparticles. But there’s an even darker side to this industry. This technology has a history that goes back further than the twentieth century—much further. The Devil Colony explores those dark roots of this “new” science.

Q: As a reader, it’s a huge treat to re-connect with the Sigma Force team, all of whom are such beloved characters. As an author, is it a similar experience for you to write about them? Do you feel like you’re visiting with dear friends?

Rollins: Definitely. I’ve been living and breathing these characters for going on a decade. We’ve seen them grow, have children, face the challenge of balancing work with family, and deal with losses. While the Sigma team is chocked full of talented and dedicated people, they are still people with real-life challenges alongside the world-spanning adventures. In this book especially, those two worlds collide in a harrowing manner for one of my characters. To me, that’s what makes these characters feel so alive in my heart. They are not a static team who run into adventure after adventure. Instead, they change, they mature, they get life-altering injuries—and yes, they also die. It’s that fragility, that mortality, that breathes life into a character.

Videos sobre o livro:

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