The Neighbor – Lisa Gardner – série Detetive D. D. Warren 3

Publicado: 14 de setembro de 2013 em Lisa Gardner
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THE_NEIGHBOR_1374927770PMesmo nas famílias mais perfeitas, nunca se sabe o que acontece entre 4 paredes…

       Este é o terceiro livro da série de Lisa Gardner sobre a detetive D.D. Warren (resenhas da série no blog: https://houseofthrillers.wordpress.com/category/lisa-gardner/).

Uma jovem e linda mãe, Sandra Jones,  professora da 6ª série escolar de 23 anos, desaparece de sua casa em Boston, sem pistas, deixando para trás somente uma testemunha – sua filha de 4 aninhos, Ree – e um suspeito – seu tímido e reservado marido.

Todas as portas estão trancadas e suas chaves e bolsa, ainda podem ser encontradas na mesa da cozinha, enquanto sua filha dorme profundamente, em seu quarto.

Jason, que aparenta ser um pai e um marido devotado, garante que Sandra não sumiria sem levar sua querida filhinha.

A mãe trabalhava de dia e tomava conta da filha de noite, enquanto o marido trabalhava de noite e tomava conta da filha de dia – quase nunca se encontravam (como no Feitiço de Áquila) – a não ser, nas férias de fevereiro, quando… tchan, tchan, tchan, tchan…

Desde que a detetive D.D. Warren chega na casa dos Jones, seus instintos dizem que alguma coisa muito estranha está acontecendo com a imagem da família perfeita de anúncio de margarina, que o casal tentou passar durante esses anos todos em que moram na cidade.

Mesmo nas famílias mais perfeitas, nunca se sabe o que acontece entre 4 paredes…

Quando Jones e Sandra se casaram, ele tinha 30 e ela, 18 anos – nenhum dos dois revelou ao outro, determinados segredos terríveis que esperavam estar enterrados para sempre.

Correndo contra o tempo para encontrar a mulher desaparecida e controlar o que a imprensa pode ou não pode ficar sabendo, D.D. tem de decidir se o jornalista Jason Jones é ou não, culpado da morte de sua esposa, e se ele está conseguindo apagar todas as evidências de seu crime, e afastar sua filha do resto da família, já que se recusa a responder a quaisquer perguntas que lhe sejam feitas.

Mas primeiro ela tem de se colocar entre um assassino em potencial e sua próxima vítima – uma criança inocente que pode ter visto além do que deveria.

Além disso, um dos vizinhos do casal, Aidan Brewster, vem a ser um ex-presidiário, em liberdade condicional, por crime sexual, que vive uma vida assustada e solitária, tentando controlar seus próprios demônios.

O próprio pai da professora, o juiz Maxwell Black,  também é suspeito de ser um pedófilo, ou, pelo menos, de ser conivente com os abusos cometidos pela mãe da moça.  E temos, também, um perito em informática forense, Wayne Reynolds, apaixonado pela meulher desaparecida, e seu sobrinho gênio, Ethan Hastings, de 13 anos, que também arrasta um bonde pela professora.

Quantos suspeitos! And so…Whodunnit?

O detalhe bizarro é a mania que os americanos tem de organizar memoriais nas portas das casas das vítimas – flores, ursinhos de pelúcia, recados de amor, cartas de consolências, oferecimentos de casamento ao cônjuge que ficou – coisa de doido!

O livro é todo dividido por capítulos em tempo real e flashbacks dos pensamentos da professora – sua raiva e seus desejos – trazendo uma surpresa atrás da outra, a cada capítulo.

Por que Jason vive em sites suspeitos, em seu computador?

Onde é que Sandra vai, e o que ela faz, quando começa a ficar entediada com sua vidinha suburbana de dona de casa?

A escritora Lisa Gardner explora o lado escuro da Internet, como os traumas de infância podem marcar uma pessoa para sempre, e a necessidade que todos temos de mar e sermos amados.

“How the hell are we supposed to know who the real monsters are, anymore. (Como podemos saber quem são os verdadeiros monstros?)” – D.D. Warren, frustrada por não conseguir prender ninguém até aquele momento do livro.

Entrevista de Lisa Gardner para o site Amazon.com, sobre o livro The Neighbor:

“Em The Neighbor, comecei com uma premissa simples: eu queria um interesse amoroso para a detetive DD Warren. Quanto seria divertido, eu me perguntava, se D.D. se apaixonasse por um cara suspeito de assassinar sua própria esposa? Melhor ainda, vou fazê-lo pai de uma menina de quatro anos de idade, porque Warren certamente merece um homem sexy, que também sabe fazer tranças e panquecas de Mickey Mouse. Perfeito!  Claro, eu queria um enredo com muitas curvas chocantes. Sem problemas!  A maioria dos meus romances foram inspirados por crimes verdadeiros, e não há escassez de maridos atualmente resolvendo seus problemas conjugais matando suas esposas. Casos da pesquisa são numerosos e fáceis de encontrar.  Em seguida, eu precisava de alguns outros suspeitos para agitar a trama. Que tal um agressor sexual vivendo na mesma rua da mulher desaparecida ? E se a mulher desaparecida fosse uma bela professora loira, talvez uma favorita entre seus alunos do sexo masculino? Adicione meia dúzia de segredos obscuros e estamos prontos.  Eu achava que sabia o que eu precisava saber sobre criminosos sexuais. Como esposa e mãe, também tinha zero respeito pelas professoras que se envolvem em relações sexuais com os seus alunos. Um criminoso sexual é um criminoso sexual, mesmo as que são bonitas e femininas. Então, durante a fase de investigação, aprendi coisas que mudaram totalmente o rumo da estória.  Comecei com um plano, e acabei com um quebra-cabeça. Em um certo momento, estava escrevendo o livro simplesmente para que pudesse descobrir o que ia acontecer a seguir. Quando você vai escrever um livro, as coisas simplesmente acontecem. – Lisa Gardner

Um bônus: Lisa Gardner entrevista a Detetive D.D. Warren

LG: Comida favorita?

D.D.: Eu sempre amei comida italiana – e Alex é especialista nisso.

 

LG: Sou uma mulher viajando sozinha – estou num hotel. Quais suas dicas para me manter a salvo de psicopatas?

D.D.: A maioria dos crimes em hotéis, são roubos.

  • Tranque seu quarto e coloque o aviso Não perturbe;
  • Teste sua tranca duas vezes; e
  • Tente evitar ficar em quartos muito perto de elevadores e escadas – esses quartos são alvos mais fáceis para criminosos, já que facilitam a fuga.

 

LG: Conte-nos algum segredo profissional.

D.D.: Eu gosto de ficar vendo móbiles. Gosto de os ficar observando enquanto não me vem o sono. Quando acordo, descubro alguma coisa importante sobre o crime que estou investigando – um pedaço do quebra-cabeças que perdi no dia anterior. É como focar nos padrões variados que um bom detetive deve desconstruir, e depois reconstruir, para solucionar a investigação.

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