Viva para contar (Live to tell) – Lisa Gardner – série Detetive D. D. Warren 4

Publicado: 21 de setembro de 2013 em Lisa Gardner
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Viva para contar (Live to tell)

Viva para contar (Live to tell)

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Este livro, apesar de muito bem escrito, está um pouco acima de meus padrões aceitáveis de violência. Li bem rapidinho, avidamente, mas logo repassei – não aguentei possuir texto tão perturbador na minha estante.

No quarto livro da série (os primeiros foram Alone, Hide, e The neighbor – resenhas em breve), a escritora Lisa Gardner, que vem se tornando uma de minhas favoritas, narra episódios da vida de 3 mulheres:

a Detetive D.D. Warren: da delegacia de homicídios de Boston PD, 38 anos, loura e sexy – sem uma vida normal, adora uma boa refeição;

Danielle Burton: enfermeira de uma clínica psiquiátrica infantil – única sobrevivente do massacre de sua família; e

Victoria Oliver: divorciada – mãe de Evan e de Chelsea.

Os próximos livros são: Love you more (resenha em seguida), Catch me e Fear nothing.

Então – Numa noite de terrível violência, 4 membros de uma família são brutalmente assassinados, deixando o pai cheio de dívidas – um possível suspeito – entre a vida e a morte, no hospital.

Quando D. D. é chamada para atender outro caso parecido, com toda a família assassinada, ela sabe que esta é uma corrida contra o tempo. Mas ela também sabe que o caso é muito maior do que parece… Afinal, coincidências não existem.

Há 25 anos atrás, a vida da enfermeira Danielle Burton foi devastada por uma terrível tragédia familiar. Agora que ela trabalha numa clínica psiquiátrica infantil, achamos que tudo está esquecido e enterrado. Até que a detetive Warren começa a desenterrar…

Victoria Oliver é uma mãe devotada, determinada a proteger Evan, seu filho de 8 anos, perigoso e ameaçador deficiente neurológico, não importa como.

“Não tenho medo que meu filho me mate, mas que, apesar de todos os meus esforços, ele acabe machucando alguém. Ele está crescendo, ficando mais velho, maior, mais forte, mais inteligente. Por quanto tempo vou conseguir levar a melhor?” – Victoria Oliver

Mas, assim como Danielle, ela logo descobre que os crimes podem estar mais próximos de sua casa do que pensa.

E Danielle é o link.

Afinal – quem deve viver para poder contar?

Também passamos a conhecer um pouco da triste vida de Lucy – uma menina selvagem de 9 anos que está sempre se auto-mutilando, para atrair as atenções.

Tanto Lucy quanto Evan são pacientes da clínica, que vem a ser uma espécie de depósito de crianças complicadas demais para que suas famílias a queiram.

D. D. está passando por um momento especial – o início de seu romance com o professor de criminologia Alex Wilson – que se tornará pai de seu filho (ou filha) nos próximos livros.

No livro, D. D. combate furiosamente, um guru da nova-era, que presta consultoria para a clínica.

Tenho de informar ao amigo leitor que este livro, apesar de muito bem escrito, está um pouco acima de meus padrões aceitáveis de violência. Li bem rapidinho, avidamente, mas logo repassei para outra leitora – não aguentei possuir texto tão perturbador na minha estante. Vai entender…

Há muitos thrillers que lidam com personalidades psicóticas, com níveis variados de violência. Mas o que faz este livro, especialmente, perturbador, é que esses perturbados são crianças pequenas – de quem não se espera tal tipo de comportamento.

Numa nota da autora, ao final do livro, Lisa Gardner comenta sobre uma amiga que passa exatamente por esta situação com seu filho – e tenta explicar sua luta para mantê-lo a salvo. Eu sempre achei que as crianças psicóticas eram vítimas de abuso, tortura e negligência – é mais fácil pensar assim. Porém, não é o caso do filho da amiga da escritora, muito menos o caso do filho da personagem Victoria.

Um bônus: Lisa Gardner entrevista a Detetive D.D. Warren

LG: Comida favorita?

D.D.: Eu sempre amei comida italiana – e Alex é especialista nisso.

 

LG: Sou uma mulher viajando sozinha – estou num hotel. Quais suas dicas para me manter a salvo de psicopatas?

D.D.: A maioria dos crimes em hotéis, são roubos.

  • Tranque seu quarto e coloque o aviso Não perturbe;
  • Teste sua tranca duas vezes; e
  • Tente evitar ficar em quartos muito perto de elevadores e escadas – esses quartos são alvos mais fáceis para criminosos, já que facilitam a fuga.

 

LG: Conte-nos algum segredo profissional.

D.D.: Eu gosto de ficar vendo móbiles. Gosto de os ficar observando enquanto não me vem o sono. Quando acordo, descubro alguma coisa importante sobre o crime que estou investigando – um pedaço do quebra-cabeças que perdi no dia anterior. É como focar nos padrões variados que um bom detetive deve desconstruir, e depois reconstruir, para solucionar a investigação.

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