Arquivo da categoria ‘Autores que não são escritores de Thrillers’


410mnXOC0EL__AA160_51n6dsdaM7L__AA160_O relato verdadeiro do resgate audacioso que inspirou o filme vencedor do Oscar 2012 de Melhor Filme

                        Em 4 de novembro de 1979, guerrilheiros iranianos invadiram a embaixada Americana em Teerã, e capturaram dezenas de reféns, mantidos presos durante 444 dias – que criou enorme crise política internacional, que ainda repercute até hoje.

Mas um pequeno drama dentre da crise geral, foi pouco divulgado: seis americanos escaparam; e um agente da CIA, especializado em resgates, conseguiu, através de um plano audacioso e muito arriscado, retirá-los do país, antes de serem descobertos.

Disfarçado de produtor de cinema de Hollywood, com a ajuda de uma equipe de agentes da CIA, agentes estrangeiros, e artistas de efeitos especiais, Antonio Mendez viajou para Teerã, com a desculpa de escolher locações para um falso filme de ficção científica, de nome Argo; e com seus amigos consegue entrar em contato com os fugitivos, que estavam escondidos na embaixada do Canadá.

Antonio Mendez detalha a operação extraordinariamente complexa, acontecida há 30 anos atrás, numa trama de identidades secretas e intriga internacional, finalmente liberada para conhecimento público, pelo Presidente Bill Clinton.

Argo é o making-off de uma estória de espionagem – o passo-a-passo do resgate, mostra como essas operações clandestinas são mais comuns do que se pensa e desvenda a miríade de detalhes que se apresentam.

Antonio Mendez é um “James Bond” de verdade; e, de muitas formas, foi uma “Missão Impossível”, bem no espírito da famosa série de tv e cinema.

Detalhe: no filme, Ben Affleck tira sua aliança de casamento, antes de entrar no Irã.  No livro, o autor explica que, se fosse preso, era melhor que seus captores pensassem que ele era solteiro – podem imaginar o porque.

51o+SNULhRL__SY346_PJlook-inside-v2,TopRight,1,0_SH20_O livro anterior de Antonio Mendez, “The Master of disguise: my secret life in the CIA”, foi um relato interessante de sua carreira na CIA, durante seus anos dourados (1960), até a era Nixon.  A estória da operação Argo, foi um dos capítulos desse livro – um capítulo longo o suficiente para um filme, mas não o bastante para um livro inteiro.

Apesar de ficar bem claro, que essa nova versão de Argo foi um livro lançado às pressas, para acompanhar o lançamento do filme, interessa a todos que desejam aprender um pouco mais sobre a história recente de nossa civilização.

Trailer do filme baseado no livro:


AS_DUAS_FACES_DO_DESTINO_1351528630PNão há tanta pressa quando se tem uma expectativa de vida de mais de duzentos anos.” Adriana Modrin

Recebi o livro para resenhar, participando de um “booktour” organizado pelo blog “Minhas Resenhas”, de Danielle Peçanha. Destaco a dedicatória que Landulfo escreveu para os blogs que estão participando deste booktour: “Desejo que os mistérios, a aventura, o romance e, sobretudo, as reflexões, tornem seus dias mais felizes ao percorrerem estas páginas.” – Landulfo Almeida

No livro de estréia do eclético Landulfo Almeida, o leitor é brindado com um misto de thriller com ficção cientifica, cheio de mistérios e adrenalina, passado no Brasil.

O solitário quarentão acionista da Bolsa de Valores, Bruno, que há muito havia desistido de encontrar um sentido para sua vida, é recrutado por uma extraordinária e linda mulher, dona de habilidades incomuns, para lutar contra um poderoso inimigo: Kerligan Amnael, que possui conhecimento, dinheiro, inteligência e vontade, em excesso, para causar enormes prejuízos à humanidade e dominar o mundo. Apesar das dúvidas, Bruno segue seu coração e instintos e abraça o destino ofertado por Adrianna, que o seduz logo no primeiro encontro. Exilado de sua antiga vida, é preparado para uma batalha a ser travada no mundo dos negócios bilionários, das descobertas científicas e médicas de última geração, e da espionagem industrial. Incapaz de lidar sozinho com as incertezas da estória de Adrianna, que alega pertencer a outro universo, Bruno busca em seus melhores amigos do passado a força necessária. Entre sabotagens e assassinatos, amizades serão testadas, paixões nascerão e um inesperado desafio tornará a cruzada de Bruno ainda mais solitária. Pistas sobre os reais planos de Kerligan, revelam um emaranhado de descobertas e uma verdade surpreendente e avassaladora. Próximo ao fim, a coragem e uma descomunal força de vontade serão as principais armas do casal de protagonistas que vivem uma relação envolvente, para tentar salvar o futuro do planeta.

A abordagem é bem intimista desde o princípio do livro, aproximando o leitor da personagem Bruno, humanizando sua apresentação e facilitando a reviravolta que inicia a trama.

Bruno, que leva uma vida sem sobressaltos, um “emprego” pouco comum (na verdade, vive de especulações na Bolsa de Valores e da herança dos pais).

Para ele, os dias se arrastavam, e viver era como obrigação. Há algum tempo não se sentia muito feliz, mesmo tendo amigos queridos e muito dinheiro, e as coisas não tinham mais sentido.  Seu pai faleceu há alguns anos atrás, no Natal, após sofrer uma luta contra o câncer. 

Bruno conhece Adrianna numa tarde de véspera de Natal quando corria pela orla de Salvador. Logo começa a ficar claro que esse encontro não foi exatamente obra do acaso e até a perfeição de Adrianna começa a levantar suspeitas…

Adrianna conta a Bruno que veio de outra dimensão, de um universo paralelo – e que havia injetado em Bruno, sem seu consentimento, um soro usado em seu planeta: Aqua, onde os habitantes conhecem a cura para todas as doenças, como o câncer e a Aids.  O soro daria a ele condições físicas e mentais ampliadas, para ajudá-la em sua missão na Terra – impedir os planos de Kerligan.

Aqua está com problemas, sua tecnologia não garantirá a vida no planeta, com recursos naturais limitados, em menos de mil anos eles ficarão sem oxigênio suficiente para viver.  Para tentar solucionar o problema buscaram opções em estruturas dimensionais paralelas procurando outro mundo habitável. 

E Kerligan, um tirano de Aqua, inconformado com essa situação, veio para a Terra, juntamente com seu comparsa MJ (Milton Jacobs), que pretende dominar e se tornar o soberano absoluto do planeta. Para tanto, adotou uma bela vida falsa, com direito a origem pobre em Bombaim, na Índia.

Por isso, Adrianna precisa que Bruno a ajude a impedir os planos de Kerligan.

Embora Bruno ainda sentisse mágoa por ser manipulado por Adrianna quando se conheceram, ele passou por um treinamento de um ano, para que o soro surtisse efeito em seu organismo e mente. Bruno precisa ter as mesmas capacidades de seu inimigo para enfrentá-lo à altura, especialmente num confronto mais direto.

Para provar a veracidade dos fatos para Bruno, Adriana o ajuda a ganhar rios de dinheiro na bolsa de valores com algumas fórmulas que ela criou.

No decorrer do livro, somos apresentados aos amigos de Bruno, que entram na aventura, com a função de ajudar com as experiências.  Raquel, linda e charmosa, Marco, falso paquerador, Max e Wagner.  Cristiane Templis é uma pessoa altruísta, mas não se esquece de si própria – perfeita para administrar a Cellular Growth – um centro de pesquisas médicas. Natan é o braço direito (e o esquerdo) de Bruno – e que dizer do velho apelido “Zoinho”?.

Com a ajuda de seus amigos, Adriana e Bruno criam o grupo Lima World Investments, empresa voltada para a melhoria de vida das pessoas, tentando ganhar tempo contra o grupo concorrente: Revolutions Power, sob o comando de Kerligan.  Conhecemos, também, Olívia – uma mulher decidida, porém dona de enorme compaixão.

Entre os projetos com que trabalham, estão a cura para o câncer, a leucemia e o Alzheimer; aproveitamento da energia solar, veículos elétricos, equipamentos de informática biodegradáveis – e de quebra, bactérias que literalmente comem a sujeira das roupas.

Até que, em dado momento… as coisas começam a desandar… – avisos inusitados fomentando a discórdia, assaltos e agressões físicas, acidentes de carro, atropelamentos…

Logo nada parecer ser o que é, muitos fatos são revelados, mistérios, segredos…

Destaco, também, a presença da cultura e cenários locais brasileiros.  Sem desmerecer as locações na Londres que eu tanto amo, e que me dão tanta saudade…

O autor se pega muito em detalhes, mas eu gosto – sugestão ao amigo leitor: leia mais Sue Grafton e suas Alphabet Novels, para entender o que digo.

Me engano, ou a descrição do entrevistador Catatau, lembra um famoso entrevistador das altas horas globais, que prima por deixar o entrevistado de saia justa? – pág. 138

Eu mesma queria ter um apartamento como o de Adrianna, em Salvador – pág. 46. Com telas de cristal líquido em todas as paredes, exibindo notícias e alternando telas de pintores famosos.

Mas, fala sério – usar PowerPoint para apresentações em reuniões, a esta altura do campeonato?  Landulfo, já ouviu falar do Prezi? hehehehe

Gostei da diagramação com folhas amareladas (pólem), que muito ajudam os olhos cansados.

Tenho de me referir, também, à Nota do autor logo no início do livro: “esforcei-me para entender, até onde minha capacidade de compreensão permitiu, teorias da física, algumas linhas de pesquisa futurísticas da medicina (…) de modo a transmitir ao leitor a sensação de estar diante de uma hipótese fantástica e nunca de um ridículo absurdo”.

Realmente, tendo em vista o que podemos ler no Prólogo e em outros momentos, como em Destinos Cruzados, houve horas em que fiquei um pouco entediada, com tanta informação didática, embora a trama pedisse a abordagem de certos temas, como a multidimensionalidade, wormholes (buracos de minhocas), nanotecnologia e soros biogenéticos que possibilitam a cura de todas as doenças degenerativas. Mas o autor demonstra que realmente pesquisou, e entende do que escreve, tornando a estória convincente.

Confesso que a leitura não foi rápida.  Certos momentos que envolviam explicações sobre ações e a Bolsa de Valores, embora úteis, me pareceram não exatamente necessários ao desenvolvimento da trama.  Em certos momentos, entediei-me e me vi passando algumas páginas para continuar acompanhando a estória central.

Porém, o final surpreendente do primeiro livro desse autor que tem tudo para ser um sucesso, me trouxe a pergunta: será que teremos uma continuação?  Faço votos.

“Acredito piamente em mudanças se elas são feitas com o objetivo de nos aproximar da felicidade, de criar um ambiente mais propício a ela… Se há alguma chance de sermos mais felizes nossa obrigação nos agarramos a ela com unhas e dentes.” – Bruno

O livro, nas palavras do autor 1:

O livro, nas palavras do autor 2:

86221360869215GLandulfo Costa Alves de Almeida

Nascido em Brasília em 1968, Landulfo Almeida passou sua adolescência e boa parte da vida adulta em Salvador. Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em Marketing de Serviços, trabalhou como engenheiro de software, foi empresário, professor e executivo. É entusiasta do mercado financeiro e opera na Bolsa de Valores. Apaixonado por ciência, ficção científica e literatura fantástica, procura usar sua experiência eclética e seus diversos interesses para enriquecer suas histórias, criando ambientes e personagens plausíveis e permitindo à imaginação fluir livremente.


51zY7Dut3-L__BO2,204,203,200_PIsitb-sticker-arrow-click,TopRight,35,-76_SX240_SY320_CR,0,0,240,320_SH20_OU01_AS_MEMORIAS_DO_LIVRO_1226438532P “No lugar onde se queimam livros, no fim se queimam homens.” – Heinrich Heine

Em primeiro lugar, devo a leitor, uma confidência: dei esse livro de presente para uma amiga querida em seu aniversário – e assim que ela o leu e me emprestou, cheia de elogios, logo quiz roubá-lo de volta.  Mas me conformei em ler e resenhar.

Um dos primeiros códice judaicos religiosos a serem ilustrados com imagens, numa época em que os judeus não admitiam ilustrações de nenhum tipo (iconoclastas), a Hagadá de Sarajevo, criada na Espanha do século XV, sobreviveu a séculos de expurgos e guerras, graças a pessoas de várias crenças, que arriscaram suas vidas para salvá-lo.

A premiada escritora Geraldine Brooks transforma essa a intrigante história desse precioso volume, já considerado desaparacido, inspirada em fatos reais, em um thriller emocionalmente rico.

Já de cara gostei – fui brindada com um mapa ilustrando a trajetória do livro – para acompanhar a leitura ou voltar ao final dela, para poder entender melhor, suas memórias.

A autora já me ganhou logo nos primeiros capítulos com a descrição detalhada das sensações do primeiro e delicado toque da restauradora/conservadora (como ela mesma gosta de se intitular) australiana Hanna Heath, na Hagadá de Sarajevo – os pergaminhos, a lombada, as cores das iluminuras, as pequenas lembranças que o códice guardava, como um segredo – a asa de uma borboleta, os cristais de sal marinho, o fragmento de pena, o pelo de gato, a mancha de sangue e de vinho.

Nas mãos protetoras de Hanna Heath, em 1996, acompanhamos os cruciais momentos da história da Hagadá, através de fascinantes pequenas estórias de amor e de ódio, que celebram o poder das idéias.

A estória se desenvolve em duas direções temporais:

No presente, acompanhamos a audaciosa restauradora em seu primeiro encontro com o livro, e a ajudamos a descobrir seus mistérios.  Ao mesmo tempo, ela conhece Ozrem Karaman, um bibliotecário muçulmano, que o salvou de virar pó, durante um ataque à Biblioteca de Sarajevo.  O previsível clima romântico que começa entre eles, nos traz prazeres e surpresas genuínas, assim como o difícil relacionamento de Hanna e sua mãe, a neurocirurgiã Sarah Heath.  Aos poucos, fui conhecendo o paradeiro dos fechos de prata, a trajetória das ilustrações nos pergaminhos, a razão da encadernação apressada e tosca.

Nessa trajetória, achei desnecessário o melodrama mexicano que se interpõe à delicada narrativa, quanda a protagonista descobre a verdade sobre sua família.

Um muçulmano arriscando o pescoço para salvar um livro hebreu…

Enquanto isso, a minha frente, durante a outra narrativa, no passado, se desenrolava a história das religiões na Idade Média, na época da Convivência e relativa paz entre judeus, muçulmanos e católicos; a luta contra a terrível Inquisição espanhola de Tomás de Torquemada; o significado da mulher moura pintada de açafrão numa cena familiar.  Para mim, como historiadora, as melhores partes do livro, acompanhei a luta de uma jovem judia (Lola) para escapar dos nazistas, durante a Segunda Gerra Mundial; um duelo entre um Censor alcoólatra da Santa Inquisição e um Rabino judeu viciado em jogos de azar, que viviam na Veneza da época da expulsão dos judeus da Espanha; e o apaixonado relacionamento de uma garota moura com sua ama, num harém muçulmano.  Cada cena nos leva à longa história de anti-semitismo no mundo e à luta das mulheres que buscavam sua liberdade – coisa que a heroína Hanna também buscava.

O leitor faz uma viagem pela Sarajevo de 1996 e 1940, Viena de 1894, Veneza de 1609, Tarragona de 1492, e Sevilha de 1480.

Os horrores do passado se repetem no presente – avisos para as novas gerações, sobre a inclinação do Homem de destruir o que não entende.

Fiquei surpresa com a quantidade de elementos envolvidos na restauração/conservação de uma relíquia como aquela – e com minha enorme ignorância no assunto – pergaminhos feitos de pele animal, pigmentos coloridos moídos de pedras preciosas e minerais raros, instrumentos e equipamentos de alta geração.

Ao final do livro, no posfácio, fiquei sabendo da história real por trás da estória que acabava de ler – o heróico bibliotecário britânico muçulmano que o salvou, durante a Guerra da Bósnia.

Geraldine Brooks nos mostra como o destino da Hagadá ultrapassou o preconceito e a perseguição, que envenenaram as cidades e as nações, através do mundo, numa trama habilidosamente bem construída – uma maravilha de contação de estórias.

O que me faz retornar ao primeiro parágrafo desta resenha: – será que minha amiga de devolve o presente?  Acho que não, vou comprar o meu exemplar.

“Aqui repousa a flor de um povo que sabe morrer.” – inscrição no Memorial à Segunda Guerra Mundial, na Bósnia.

People_Book_Map_700__V16771087_


a“Não há nada mais convincente de uma aparente inocência, do que uma falta triunfante de álibi.” – Louis Peyton (em O sino cantante)

            Mistérios seguem princípios científicos e o constante exercício das chamadas células cinzentas (Hercule Poirot), para misturar as pistas e chegar à solução.

Alguns detalhes, entretanto, especificamente alienígenas, estão um tanto defasados, já que o livro foi escrito antes de 1970.  O que não atrapalha em nada, a qualidade das estórias, apesar de não apresentarem pitadas de sexo ou violência.

Asimov sempre teve a habilidade de apresentar os conceitos científicos mais esotéricos, de uma forma de fácil entendimento.

Ele escreveu seu primeiro mistério/sci-fi em 1954, com The caves of steel.

Ele não tenta enganar o leitor com um final solucionado através de uma lei da natureza qualquer, que seja do total desconhecimento do público leigo.  Todo conhecimento científico necessário para a solução dos mistérios, é fornecido e mencionado (embora sutilmente), pelo autor, durante a construção do texto.

Os comentários do autor, que abrem ou encerram cada estória, às vezes são mais interessantes que a própria trama.

Wendell Urth aparece várias vezes no livro, em estórias diferentes.  Ele é um tipo de detetive-cientista sedentário, que é chamado para solucionar casos em que é necessário um maior conhecimento específico sobre extraterrestres.  Urth é lógico, inteligente e carrega um pouco da própria personalidade de Asimov. (mais…)


A_MASCARA_DO_FARAO_1248625021PEditora: MacMillan

                        Silverberg traz à vida, um dos fundadores do mundo moderno, o primeiro idealista, o líder de seu povo na doração de um só Deus: Aton

Esse livro infanto-juvenil trata de uma ficção policial acontecida durante uma expedição arqueológica no Egito, que resultou na descoberta do túmulo de Akhenaton ou Amenófis IV.

Importante: A tumba de Akhenaton ainda não foi, realmente, descoberta.

            Eu sei… Robert Silverberg é um escritor de ficção científica… mas ele também escreveu outros gêneros, inclusive o livro “The Rebel Pharaoh”.

O autor tece a trama de um roubo ousado, cometido em meio às atividades arqueológicas e a curiosidade dos turistas.

Silverberg apresenta seus profundos conhecimentos sobre a história do Egito antigo, para contar-nos da descoberta de importantíssima relíquia histórica – a máscara mortuária de Akhenaton.

Do Cairo, até a Núbia, onde arqueólogos de diversas nacionalidades tentam salvar o que resta de um passado glorioso, condenado ao desaparecimento, pelas águas da Represa de Assuã, o leitor poderá seguir Tom e Dave Lloyd em uma viagem que culmina no desaparecimento da máscara do faraó, de sua tumba recém descoberta.

Em A máscara do faraó, Silverberg traz à vida, um dos fundadores do mundo moderno, o primeiro idealista, o líder de seu povo na doração de um só Deus: Aton.

Akhenaton (ou Amenófis IV), foi um faraó da XVIII dinastia, que instituiu uma religião monoteísta entre os egípcios, numa tentativa de retirar o poder político das mãos dos sacerdotes de Amon.  O próprio faraó era o único representante e mediador dessa divindade. Era filho da rainha Tii e de Amenófis III, e pai de Tutankamon.  Foi casado com a formosa Nefertiti, com quem teve 6 filhas. (mais…)