Arquivo da categoria ‘Giorgio Faletti’


Editora: Intrínseca

“Na realidade, ninguém é amigo de ninguém, ne de si mesmo.” – Bravo

            Passado na Milão de 1978, quando o político Aldo Moro estava seqüestrado por um grupo de terroristas de esquerda, chamado de Brigadas Vermelhas, a classe AA continua a divertir-se em restaurantes luxuosos e boates proibidas.

            Bravo é misterioso e cínico.

Ele só revela seu verdadeiro nome e a estória de seu passado, nos momentos finais do livro.

Ele não é, exatamente, um mocinho – mas o leitor acaba torcendo por ele, já que parece ser o único que luta contra a sociedade corrupta da Itália dos anos 70, quando a justiça estava a venda pela maior oferta e os políticos, a polícia e a máfia, trabalhavam juntas.

Sua profissão é fornecer fantasias e fetiches para os ricos e depravados – um cafetão de luxo.

            Quando a misteriosa Carla entra em sua vida, o que começa como um romance clandestino, rapidamente se torna um pesadelo que irá transformar Bravo num homem procurado pela polícia, pelo crime organizado, pela máfia italiana, e até pela Brigada Vermelha, suspeito de vários assassinatos.

À medida que a eia a sua volta se aperta, Bravo será forçado a conforntar a violência dos tempos em que vive, com suas conexões no mundo político e no submundo do crime, que controlam a Itália contemporânea. (mais…)


Editora:Intrínseca

“Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.” – John F. Kennedy

“As guerras acabam. O ódio é eterno.” – Giorgio Faletti

“Há dois lobos em cada um de nós. Um é mau e vive de ódio (…).  O outro é o lobo bom.  Vive de paz (…).  Vence aquele que você alimentar melhor.” – conto dos índios Cherokee.

A orelha do livro nos traz informações interessantes, que captam a atenção do leitor, mas estas não obedecem, necessariamente, a realidade da trama – induzindo a significados possíveis, mas que não se concretizaram.  Um serial killer veterano da guerra do Vietnã, que é capaz de um amor incondicional por um gatinho aleijado, e que acredita ser Deus, fornece inúmeras possibilidades assustadoras.  Mas, ao fim, o romance da detetive atormentada com os problemas de sua família e o jornalista arrependido de seus vícios, os velhos conhecidos clichês, e o clímax pífio e mal explicado, me deixaram frustrada.  (mais…)


 Editora: Intrínseca

Poesia combina com carnificina?
Normalmente, eu leio o livro todo de depois faço a resenha. Mas, dessa vez, no caso de “Eu Mato“, tive que ir anotando meus sentimentos, à medida que devorava o livro. 
Gente, adoro tramas policiais e serial killers, em especial. Estou acostumada com carnificinas, adoro médicos legistas, necropsias e outros afins – mas “Eu mato” é demais!!! 
Conseguiu me fazer parar de ler e reler minhas preferidas Patricia Cornwell, Tess Gerritsen e Karin Slaughter, ganhando, de longe, em crueldade.
Acontece que o livro também é muito, muito poético…  A música permeia a trama, com U2, Carlo Santana e Deep Purple. (mais…)