Posts com Tag ‘Giorgio Faletti’


Editora: Intrínseca

“Na realidade, ninguém é amigo de ninguém, ne de si mesmo.” – Bravo

            Passado na Milão de 1978, quando o político Aldo Moro estava seqüestrado por um grupo de terroristas de esquerda, chamado de Brigadas Vermelhas, a classe AA continua a divertir-se em restaurantes luxuosos e boates proibidas.

            Bravo é misterioso e cínico.

Ele só revela seu verdadeiro nome e a estória de seu passado, nos momentos finais do livro.

Ele não é, exatamente, um mocinho – mas o leitor acaba torcendo por ele, já que parece ser o único que luta contra a sociedade corrupta da Itália dos anos 70, quando a justiça estava a venda pela maior oferta e os políticos, a polícia e a máfia, trabalhavam juntas.

Sua profissão é fornecer fantasias e fetiches para os ricos e depravados – um cafetão de luxo.

            Quando a misteriosa Carla entra em sua vida, o que começa como um romance clandestino, rapidamente se torna um pesadelo que irá transformar Bravo num homem procurado pela polícia, pelo crime organizado, pela máfia italiana, e até pela Brigada Vermelha, suspeito de vários assassinatos.

À medida que a eia a sua volta se aperta, Bravo será forçado a conforntar a violência dos tempos em que vive, com suas conexões no mundo político e no submundo do crime, que controlam a Itália contemporânea. (mais…)


Editora: Record

“Deus é silencioso. O diabo susurra.” – Mila Vasquez

            Seis braços amputados são descobertos enterrados numa clareira de uma floresta, arrumados em círculo.  Parecem ser das 6 meninas entre 7 e 13 anos que estão desaparecidas – mas onde estão os corpos?

            O criminologista Goran Gavita, um homem devastado após o abandono de sua mulher e que, aparentemente, cria sozinho o filho pequeno, comanda o caso e é forçado a trabalhar com uma jovem policial, Mila Vasquez, que tem a reputação de ser especialista em encontrar crianças perdidas.

                                    Ela também tem uma estória trágica, que a transformou para o resto da vida, deixando-a incapaz de se relacionar com outros adultos.

            O relacionamento que surge entre eles é estranho – e eles vão descobrindo seus próprios segredos, à medida que suas vidas estão cada vez mais, nas mãos do criminoso.

            Criminoso este que somente descobrimos nas últimas páginas do livro, tinha como perfeita a técnica de Iago, em Othelo: a aplicação da necessária pressão psicológica, na medida certa para provocar alguém a cometer um ou vários assassinatos.

Mas, como diz Mila: “Se tem uma coisa que aprendi, é que a escuridão te chama e te seduz.  E é muito difícil resistir a tentação.  Quando eu saio com a criança que consegui resgatar,, estou consciente de que não estou sozinha.  Há sempre alguma coisa que também nos acompanha, grudada em nossos sapatos.”

Sempre se aprende alguma coisa, mesmo em thrillers policiais: (mais…)


Editora:Intrínseca

“Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.” – John F. Kennedy

“As guerras acabam. O ódio é eterno.” – Giorgio Faletti

“Há dois lobos em cada um de nós. Um é mau e vive de ódio (…).  O outro é o lobo bom.  Vive de paz (…).  Vence aquele que você alimentar melhor.” – conto dos índios Cherokee.

A orelha do livro nos traz informações interessantes, que captam a atenção do leitor, mas estas não obedecem, necessariamente, a realidade da trama – induzindo a significados possíveis, mas que não se concretizaram.  Um serial killer veterano da guerra do Vietnã, que é capaz de um amor incondicional por um gatinho aleijado, e que acredita ser Deus, fornece inúmeras possibilidades assustadoras.  Mas, ao fim, o romance da detetive atormentada com os problemas de sua família e o jornalista arrependido de seus vícios, os velhos conhecidos clichês, e o clímax pífio e mal explicado, me deixaram frustrada.  (mais…)


 Editora: Intrínseca

Poesia combina com carnificina?
Normalmente, eu leio o livro todo de depois faço a resenha. Mas, dessa vez, no caso de “Eu Mato“, tive que ir anotando meus sentimentos, à medida que devorava o livro. 
Gente, adoro tramas policiais e serial killers, em especial. Estou acostumada com carnificinas, adoro médicos legistas, necropsias e outros afins – mas “Eu mato” é demais!!! 
Conseguiu me fazer parar de ler e reler minhas preferidas Patricia Cornwell, Tess Gerritsen e Karin Slaughter, ganhando, de longe, em crueldade.
Acontece que o livro também é muito, muito poético…  A música permeia a trama, com U2, Carlo Santana e Deep Purple. (mais…)